segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tecnologias Inúteis


O mundo está ficando cada vez mais moderno (tenho certeza que pelo menos 70% dos vestibulandos introduzem a redação dessa forma quando o tema é modernidade ou tecnologia). A cada dia novos aparelhos e utensílios surgem para facilitar nossas vidas. Tah ... mentira, eles surgem para vender. E é justamente nesse sentido que quando não se tem mais o que inventar, tentam empurrar goela abaixo um monte de parafernália que não serve pra porra nenhuma, tudo isso tendo como combustível o fetiche que a tecnologia exerce nas pessoas.

A grande maioria dos aparelhos ou funções de aparelhos tem alguma utilidade de fato, mas também existe uma parcela considerável que só serve para vender para pessoas sem noção que são taradas por tecnologia. Vou falar de alguns exemplos.

Os novos celulares estão vindo com uma função que você pode mudar de música movimentando o celular para o lado, a função é possibilitada por um sensor. Nem precisa dizer por que é uma tecnologia inútil né? O engraçado é ver pessoas que tem celular com essa função tentando explicar porque é útil, é muito cômico.

Outra tecnologia inútil são os comandos de voz. Na verdade eu nem diria que é uma tecnologia inútil, em alguns casos chega a ser uma “destecnologia”. Lembro-me quando a operadora Oi resolveu colocar o atendimento através da merda desse comando de voz, era um verdadeiro inferno, você precisava falar sem sotaque, de forma pausada, muito bem pronunciada, e em um ambiente silencioso para não atrapalhar, e quando a porra do computador não entendia soltava aquela mensagem “agradável”: “Desculpe, não compreendi, fale novamente qual serviço deseja consultar”. Isso sem falar das vezes que ele entendia errado. A função está presente em alguns aparelhos também, e o que é pior .... tem gente que usa e acha o máximo, coitados dos gagos ....

Eu não poderia deixar de citar as escovas de dente. Você vai num supermercado e tem lá um monte de espécies de escova, cada uma mais excêntrica que a outra. Acho que já lançaram todos os formatos possíveis de cerdas de escova, tem em formato de onda, entrelaçada, com a frente grande, em círculos, com as laterais maiores, etc, etc etc. Quando não houver mais formas de modelar, acho que vão criar uma escova que já vem com pasta nas cerdas. Tudo isso é inútil, os próprios dentistas falam que a única característica necessária na escova é que seja macia, só. E eu nem vou falar dos cabos emborrachados ....

Bateria eletrônica ... outra inutilidade. Quando inventaram esse troço esqueceram de consultar os bateristas se eles iriam gostar. Eu não conheço nenhuma banda de grande porte que utilize essa bateria, e o motivo é simples. Tocar um instrumento não é só fazer com que saia o som, tocar é emoção, é prazer, e para um baterista, bater em um pedaço de borracha e sair um som de prato, depois bater em outro pedaço de borracha e sair som de caixa, é o fim da emoção. Claro que tem gente que usa, mas a invenção definitivamente não vigou, pelo motivo comentado acima e também pela estética que é horrível.

E agora o momento cômico da postagem, que é um troço que achei no Google, um utensílio cuja finalidade é fazer com que os ovos cozidos fiquem quadrados. Ai em baixo vai o link com o vídeo para não dizerem que estou inventando, e eu nem vou comentar sobre o que um indivíduo faz com um ovo quadrado, porque existem menores de 16 anos que lêem esse blog.

http://bagarai.com.br/ovos-quadrados.html

Isso é tudo, se leu clique em uma das reações ou comente, e se lembra de outro utensílio ou aparelho inútil, deixe sua contribuição também.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Futebol Feminino e Preconceito


O futebol feminino é uma modalidade que está sendo extremamente difícil de vigar, são anos de luta, que está dando resultado, mas percebo que uma pequena evolução é a custa de muito suor.

Existe ainda muito preconceito em torno desse tema, os homens em sua maioria não assistem futebol feminino, e as mulheres também não. “Ah, é bizarro de mais!”; “É muito lento”; “A diferença é gritante em relação ao masculino” .... declarações como essa são corriqueiramente escutadas quando se trata do assunto. Acontece que as pessoas não param pra pensar que em todos os esportes que exigem condicionamento físico a diferença entre masculino e feminino é gritante. No basquete a diferença é tão gritante quanto no futebol talvez, quase não há enterrada na modalidade feminina do esporte, é outra coisa, outra forma de jogar. No vôlei também se percebe diferença grande, o feminino é muito mais lento e com menor força nos ataques. As mulheres nunca irão se equiparar aos homens nesses tipos de esporte, por causas que é desnecessário mencionar tamanha a obviedade. No entanto, isso não quer dizer que as mulheres não podem apresentar um bom espetáculo, basta o público saber separar as coisas, e não querer comparar homem com mulher.

A modalidade feminina do futebol tem apresentado substancial evolução, quando era criança lembro que as competições eram duras de se ver, “não existia” tática, era um bando de perna de pau correndo atrás da bola, de cada 10 tentativas de chute eram 4 furadas e 3 caneladas. Mas hoje já percebo uma evolução substancial, nos campeonatos mundiais seleções como a dos EUA já apresentam uma disciplina tática bastante consistente, no Brasil nem tanto, mas a evolução no geral é bastante significativa se compararmos com 10 ou 15 anos atrás. Isso significa que as mulheres sabem jogar bola, falta apenas os meios se tornarem propícios para isso acontecer, pois ainda falta melhorar em muitos aspectos.

O futebol feminino precisa de incentivo, e é uma ingenuidade achar que o mesmo virá da iniciativa privada, ou querer cobrar isso da mesma. O capital privado segue o rastro do lucro, onde não vale a pena investir, ou onde o retorno não compensa o risco, o capital não vai. Nesse sentido, acho bastante pertinente chamar a atenção em primeiro lugar das mulheres. Se o esporte é feminino e está precisando de incentivo, quem tem de tomar a iniciativa e levantar a bandeira da modalidade são as irmãs de sexo, fica complicado vigar se nem as mulheres assistem. Então você que é feminista e reclama da falta de incentivo ao esporte, o primeiro passo é começar a assistir, e se possível freqüentar estádios. Hoje muita gente tem TV por assinatura, então se você (mulher) passar a assistir, estará pelo menos aumentando a audiência no momento da transmissão do jogo.

Outra coisa que sou a favor é de medidas mais incisivas por parte da FIFA para estimular o esporte. Como o capital privado descontrolado nunca correrá para onde não tem lucro, a solução é o controle do mesmo. Nesse sentido, uma medida que pode ser tomada é criar algum tipo de lei para atrelar o investimento no futebol masculino ao futebol feminino, por exemplo: De todo investimento realizado na modalidade masculina, uma porcentagem será por lei investida na feminina. Ou seja, imaginando que essa porcentagem seja 10%, se uma empresa investe 10 milhões no futebol masculino, terá de investir 1 milhão no feminino. No caso de clubes que desenvolvem as 2 modalidades o processo seria parecido, 10% do investimento privado recebido teria de ser destinado à modalidade feminina. Bem ... eu não sei se burocraticamente existe possibilidade da implantação de uma lei como essa, nem se a FIFA legalmente tem esse poder, mas é só um exemplo de como se pode forçar o investimento no futebol feminino, é claro que o espaço está aberto para o surgimento de várias outras idéias ainda melhores.

Mas é bom lembrar que qualquer lei que se crie será inútil se não passar a existir uma cultura de futebol feminino, nada adianta se as mulheres não desenvolverem apreço pelo esporte. Nas olimpíadas não vejo comoção das mulheres para torcer pela seleção feminina, são poucas as que se movimentam. O mínimo que se exige de quem reclama é que faça ao menos o que está a seu alcance.

É isso, se leu comente ou clique em um dos marcadores.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Regionalismo no Futebol


Não dá para calcular a quantidade de pessoas que já chegaram para mim dizendo que eu deveria torcer para um time de minha região. Ou seja, se referindo na verdade a times de meu estado, mais especificamente Vitória e Bahia. Essas pessoas usam esse argumento se fundamentando na perspectiva de valorização de sua região, sua terra, e torcer para times locais ajuda a fortalecer os mesmos (concordo).

Primeiro é importante frisar que essa coisa de torcer para times de outras regiões não é algo exclusivo da Bahia ou do Nordeste, no norte/centro-oeste do país o processo é ainda muito mais incisivo, 28,8% dos torcedores dessas regiões juntas são flamenguistas, e 11,7% são corinthianos. Até mesmo na região sul existem torcedores de outras regiões de forma representativa, o que corresponde a 8,3% de corinthianos e 6,7% de flamenguistas (as mais representativas).

Esse é um processo derivado de muitos fatores, mas o principal é a falta de representatividade dos times da região. O Flamengo possui a maior torcida do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, no entanto apesar de possuir torcedores no sul, está longe de ter maioria nessas regiões. Isso é muito simples, no sul existe 2 times (Internacional e Grêmio) de expressão.

Região – “Área com características próprias que a destacam de outras áreas. Pode ser parte de uma cidade, um município, um estado, uma província ou do mundo. Não há um consenso sobre como identificar as regiões, traçar seus limites ou avaliar sua importância.” (Dicionário Web)

Refletindo sobre esse conceito de região, chega-se à conclusão que torcer para time da região é algo subjetivo, dependendo do ponto de referência. Se eu torcesse para o Barcelona, os Sulamericanos iriam me sancionar por esse fato, se eu torcesse para o Boca (maior time da América) os brasileiros iriam me sancionar, e o mesmo ocorre no âmbito regional (no sentido das regiões do país), estadual e municipal. Nesse sentido, no limite da análise, deve-se sancionar também o pessoal que torce para times de outra cidade quando se tem time profissional na sua, um indivíduo de Campinas que torce para o São Paulo está errado, já que existe a Ponte Preta em sua cidade. Sendo assim, todas as pessoas que nasceram e vivem em cidades que possuem times profissionais, devem torcer para esses times de acordo com esse raciocínio. No entanto, existem pessoas do interior (que existe time profissional) que torcem para times da capital e acham que não existe nada de errado nisso, e ainda julgam os que torcem para times do sudeste. É claro que as proporções são diferentes, mas se é para ser rigoroso no quesito regionalismo, vamos ser então, não é mesmo?

Na verdade o que ocorre é que esse argumento regionalista na grande maioria das vezes é puro consolo. Se eu torcesse para o Remo (da região Norte) ninguém iria me repudiar por conta disso, porque o Remo é um time pequeno. Acontece que muitas pessoas querem ver seus times disputando títulos, ligar a TV e vê-los em espaços maiores. É por conta disso que existe muita gente nessas regiões que torcem para 2 times, um de seu estado e outro dentre os de expressão. Se existisse ainda na Bahia um time de expressão nacional, com certeza a torcida seria bem maior, e as sanções para com pessoas que torcem para times de outras regiões seriam drasticamente menores.

Nem vou entrar na questão dos condicionantes sociais que levaram cada pessoa a torcer para determinado time, porque o texto ficaria longo. Até concordo com o argumento regionalista, escrevi isso apenas para as pessoas refletirem se torcem para time da sua região mesmo, e se o fazem, se usam o argumento regionalista por amor à sua terra ou por puro consolo por não poder ver seu time ganhando títulos de expressão.

OBS: Dados estatísticos tirados do site Lancenet.

É isso, se leu comente ou clique nos marcadores.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Moda


Moda = Desculpa para a indústria da estética vender.
Roupas e qualquer outro tipo de adereço são produtos em sua maioria de rápida depreciação, e com a influência da indústria tem se tornado também de rápida obsolescência (linda essa palavra né?). Não é de interesse para esses produtores que as roupas (por exemplo) demorem muito tempo no guarda-roupas, nem que as pessoas se acomodem com sua quantidade de roupas que possuem. Dai vem a intervenção da indústria da moda na vida das delas, dizendo o que é bonito a partir daquele momento.

Lembro-me da época em que não era feio usar meia alta com short, faz uns 10 anos isso. É engraçado que pouco tempo depois, questão de 1 ou 2 anos o uso da peça virou algo bizarro. Como sou um cara que tem certa dificuldade de acompanhar esse processo, continuem a usar, ai apareciam as piadas, tipo: "Onde é o baba?"; "Vai jogar bola onde?". Foi assim que percebi que passou a ser feio usar meia longa sem calça.

A indústria da moda quando não acha mais o que fazer, começa a do nada voltar com antigas modas, foi assim que a bota saiu de cena e depois voltou. Cada dia é uma coisa nova, e sinceramente, morro de vergonha alheia quando vejo um estilista ou qualquer outro profissional da área falando sobre as novas tendências da estação. É um negoço esquisito, tipo: "Esse verão a tendência são roupas com cores variadas e vibrantes, as pessoas poderão abusar da mistura de cores!" Ai no outro verão ele diz: "A tendência para esse verão são cores mais discretas, leves!" Dá vontade de perguntar a um fí duma égua desse: "Bicho, o sol mudou de cor?"; "Esse verão tah mais quente que o outro?" E é impressionante que as pessoas seguem isso, algumas seguem à risca inclusive.

Agora as mulheres deram pra usar óculos estilo Black Kamen Rider, como podem ver na comparação em baixo.



"Eu particularmente" (como diria Romário) acho uma disgraça esses óculos imensos. Me desculpem as mulheres que gostam, mas parece mais uma abelha ou um gafanhoto.

Não estou satanizando (gostei dessa palavra) a moda em si, acho que a mesma tem um papel benéfico, que se trata da evolução dos produtos em termos de tecnologia. Tecidos de melhor qualidade, adereços úteis criados, etc. Tudo isso é resultado da indústria estética, que está intrinsecamente ligada à indústria da moda. Mas de fato existe o lado ruim da moda, que é formar demanda a partir de uma "imposição" pura e simples do que é feio e bonito.

É isso, se leu clique em uma das reações ou comente.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Roteiro clássico dos filmes populares


Filme de artes marciais

* Basicamente todo filme do estilo começa com o protagonista arrumando uma confusão. Ele é tão antipático que todos querem bater nele do nada.

* Sempre tem um torneio de luta, e ele entra no torneio porque está fudido (liso) ou para vingar seu amigo.

* Mas ele nunca luta o suficiente para vencer o torneio. Então ele vai procurar aquele senhor sábio, pobre (pobre porque ele não valoriza bens materiais) e metido que mora lá no meio do mato para lhe ensinar.

* O melhor método para aprender a lutar é pintando cerca, encerando o assoalho ou chutando bambú com a canela.

* Então ele aprende a lutar de verdade. É impressionante o que o que 1 mês de aula faz! Até lutar de olho fechado ele aprende, para que ninguém sabe.

* Depois de aprender tudo ele arruma outra confusão para demonstrar o que ele aprendeu.

* E o final todo mundo já sabe. Ele finalmente vai enfrentar seu inimigo tão temido. Apanha como uma mala veia, até pensar em desistir. Mas ele lembra de uma lição do mestre ou de sua família e volta lá para massacrar o antagonista que sempre é feio e têm um rabo de cavalo.

Filme de ação

* Os vilões são péssimos de mira e o protagonista usa repelente contra balas.

* ATENÇÃO: É comprovado geneticamente que vigias de monitores de circuito interno são tarados por revista de mulher pelada.

* Seja qual for o tempo da bomba relógio o protagonista só escapará faltando 1 segundo para acabar.

* Quando o vilão vai matar o protagonista no final, ele bate um papinho antes com ele. É para dar tempo do amigo do cara chegar e acabar com ele.

Filme de suspense/terror

* Os psicopatas têm sempre que ter motivos idiotas para sair matando. Ex: Ser mal amado, ser louco por filmes de Serial Killer, ou a unha encravada que custa a sarar.

* Os psicopatas também são paranormais, eles andando alcançam as vítimas que estão correndo. E quando não alcançam a vítima da uma ajudinha tropeçando. Ou as vezes é o cenário com portas trancadas.

* Estatísticos Austríacos acabam de constatar que ao fugir de um psicopata as chances de tropeçar aumentam em 76%.

* ATENÇÃO: Quando você estiver fugindo de um psicopata, é bastante importante que olhe para trás também.

* Em filme de suspense/terror não existe frouxo(a). Todo mundo quando escuta uma zoada vai verificar, seja onde estiver.

* Cena clássica: A próxima vítima escuta um som estranho no sótão ou no porão e vai verificar (na vida real a pessoa se embrulharia no edredom), ao chegar lá ela acende a lâmpada que está pendurada em uma cordinha, segundos depois a porta do cômodo fecha sozinha, e ela para infelicidade dele só abre por fora. Pronto ... fudeu!

* O final é clássico. O protagonista bate no psicopata, acha que ele morreu, mas se esqueceu que psicopatas têm 2 vidas.

* ATENÇÃO: Regra básica para 100% dos filmes de suspense. Quando você estiver desconfiando de alguém para os tais assassinatos, esqueça, o psicopata não é ele(a), é sempre alguém que não têm nada a ver. É aquela tia gorda, ou aquele Nerd que não faz mal a ninguém.

OBS: Algumas pessoas podem ter visto esse texto antes, pois o mesmo circulou por e-mail.

É isso ... se leu comente ou clique em uma das reações!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Momento Blogueiro Teen ... Reflexões sobre Caráter!


Mostrar ser o que se é realmente é uma das maiores dificuldades do ser humano. O que vou falar aqui é algo até obvio, mas creio que em relação a alguns pontos muitas pessoas não pararam para refletir.

Todo mundo tem uma máscara, que é a qual a pessoa se mostra para a sociedade, e a mesma é exibida porque não é conveniente para ninguém se mostrar do jeito que realmente é, então algumas convenções sociais são adotadas e apropriadas como estratégia no “jogo” das relações interpessoais.

Já repararam que até para falar de seus próprios defeitos as pessoas são convenientes? Todos temos vários defeitos, mas para citar algum sempre escolhemos o menos vergonhoso. Mais ou menos assim ... Cite um defeito! Ai vem as clássicas frases tipo: “Ah .... eu sou uma pessoa muito estressada!”; “Meu maior defeito é ser muito sincero!”; “Eu sou muito orgulhoso!”; “Meu maior defeito é confiar de mais nas pessoas!”. Na verdade não passam de migué em sua maioria. Nunca vi ninguém admitir que é egoísta, mentiroso, invejoso, fofoqueiro, etc. As pessoas fazem isso por vergonha do que irão pensar dela daí pra frente, é meio que uma proteção.

Bem ... não vou ficar aqui relatando meus defeitos, porque não estou falando para amigos, e sim para qualquer um que queira abrir essa página. Mas ultimamente tenho refletido em relação a isso, e encontrei uma pessoa que fez a mesma reflexão, o que me impulsionou a escrever o texto. Ultimamente tenho procurado ser mais tolerante com os defeitos das pessoas, por pensar que ela é assim porque não consegue ser diferente, acho que isso ajuda um pouco. E tento entender também o contexto que levou ela a ser assim.

Outra reflexão que faço é sobre pessoas arrogantes. As pessoas costumam atacar muito quem é arrogante: “Fulano é metido!”; Ele se acha ... afff!”. Certo, arrogância é algo repudiável, quem é, precisa mudar, e etc, etc, etc. Mas também acho que é muito fácil ser “humilde” sendo feio, ignorante e pobre. Acho que humilde de verdade é quem tem motivos pra ser metido e ainda assim não é. E essas pessoas são extremamente raras a meu ver, conheço muito poucas assim. Humildade é a qualidade mais difícil de se encontrar na raça humana, e para quem não tem motivos pra ser metido, fica complicado julgar quem é. Agora obvio que existem níveis, ser metido é uma coisa, ser um Malmsteen da vida é outra ... rsrrs. Existem também os que são metido sem motivo ... esses sim precisam de um psicólogo, e não são poucos!

É isso .... acho que esse foi o texto mais “Blogueiro Teen” desse blog, apesar de eu não ser muito fã desse estilo de postagem. Se leu clique nos marcadores ou comente.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Síndrome Underground


Síndrome underground é uma “doença” que dá em pessoas sem noção que tem extrema necessidade de serem diferentes.

Tem tudo a ver com os pseudo-cults, esses compõem esse grupo com grande representatividade. Essas pessoas tem a prática de rejeitar tudo aquilo que faz sucesso, que está na mídia, na moda, na boca do povo, e muitas vezes nem precisa aparecer na mídia, basta fazer sucesso e estar bem financeiramente.

Esse tipo de indivíduo no meio do rock é que nem pardal no meio das cidades, existe aos montes. Mais especificamente, no meio do Metal então ... meu Deus!

Fazer sucesso não significa baixar o nível da qualidade, ou virar comercial, de forma alguma. Não gosto de recorrer à ciência aqui no blog, pois não é o espaço adequado, mas o tema requer um pequeno esclarecimento a partir da sociologia da arte. Nesse sentido, é necessário compreender os 2 tipos de valorização quando se trata de produção artística (aqui vou usar a música para me fundamentar). A produção musical é dividida em campos, que basicamente são os estilos ou vertentes. Existem 2 tipos de campos, os campos de produção autônoma (heterogêneos, com fronteiras bem definidas) e de produção heterônoma (fronteiras fluidas, campo homogêneo). Basicamente, os campos de produção autônoma obedecem uma lógica interna de produção, os de produção heterônoma (música comercial) obedecem uma lógica externa, que é a lógica do mercado, da demanda. Os campos autônomos então se valorizam internamente, o heterônomo externamente. Dessa forma, fazer sucesso dentro da lógica de um campo de produção autônomo não significa virar comercial, significa simplesmente obter hegemonia naquele campo de produção.

Vou utilizar como exemplo um campo que conheço de perto, que é o do Heavy Metal. Um monte de metaleiros metidos a underground adoram renegar as bandas de grande sucesso, como o Iron Maiden, sobrevalorizando bandas de menor porte. O Iron Maiden fez sucesso porque obteve destaque no campo, e não por se tornar mais comercial. Quem escuta a banda sabe que ao estourar a banda não mudou sua linha de produção. Esse sucesso foi alcançado internamente, dentro do campo de produção de Heavy Metal. A prova disso é que a banda continuou e continua fora da grande mídia, Iron Maiden não toca nas rádios populares, não é tema de filme nem de novela, nem está presente na mídia massiva. Ai está a diferença de quem se valoriza externamente e internamente, a valorização externa se dá no atrelamento da produção à lógica do mercado. Nesse sentido, fazer sucesso é diferente de ser comercial. Uma banda pode ser comercial e não fazer sucesso, e pode fazer sucesso sem ser comercial.

E ainda assim, ser comercial não é ser ruim, gosto de muitas coisas comerciais, existem bandas que barganham bem com o mercado, conseguem fazer algo interessante e vender ao mesmo tempo. As pessoas que rejeitam tudo que é sucesso ou comercial, são pessoas que além de fazer uma ligação arbitrária entre sucesso e qualidade, são pessoas que no fundo sentem uma necessidade de se destacar, elas não se sentem bem gostando das mesmas coisas que muita gente gosta. É por isso que essa síndrome tem toda a ligação com os pseudo-cults, pessoas que querem forçar a aparência de profundo conhecimento artístico.

Esse é um comportamento que está espalhado na sociedade em todos os setores, inclusive tem vlogueiro por ai chamando Bon Jovi de modinha e fazendo clip para a banda Zignal.

Então vamos parar com essa babaquice? Fazer sucesso e ser comercial não são a mesma coisa, e ser comercial não é ser ruim necessariamente. Pra quem conhece alguém assim, pode mostrar esse post ao mesmo, ele vai gostar, a final, esse blog quase ninguém vê, então deve ser muito bom.

É isso ... se leu clique em uma das reações ou comente!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Multiplicador de Mulheres ... Seus Problemas Acabaram!


Você acha que apenas o dinheiro faz isso (foto do lado)?

Pois apresento aqui um método simples e revolucionário (vou colocar nos comerciais da Band de madrugada) para qualquer homem ter uma linda namorada, mesmo sendo feio pacarai.

As mulheres costumam ser bastante competitivas em relações afetivas, eu não sei por que porra, mas são, e isso é admitido por elas próprias. NÃO SÃO TODAS! Ok? Mas uma grande parte sim. É uma coisa meio esquizofrênica, me desculpem! Mas funciona mais ou menos assim: Se um cara arruma uma namorada, as amigas e colegas dela ficam querendo pegar o cara só por que ele está namorando. Podem até não se insinuarem, mas ficam na vontade. Então namorar, na prática significa aumentar o coeficiente de atração do homem, e se a namorada for bonita então, ai que vai chover mulher!

Quando o sujeito é feio e está com uma mulher bonita o efeito é bastante positivo para ele, as “concorrentes” vêem aquilo e pensam: “O que será que ele tem de bom?” Então ficam naquela instiga pra experimentar. Dessa forma, não existe método mais eficaz de se conseguir uma mulher bonita do que já ter uma mulher bonita. Nesse sentido, fica tudo muito simples, basta o sujeito fingir que tem uma namorada bonita, e é ai que entra a técnica da migué.

Existem diversas formas que o cara pode se valer para jogar a migué, ele pode colocar a foto de uma gata em sua carteira e por um anel de noivado, e ai no meio do papo inventar uma desculpa pra mostrar a foto ... sei lá, tipo:

- Você trabalha onde?
- Trabalho na loja X!
- Ah, minha noiva trabalha do lado, conhece ela? Tianny o nome dela (é bom usar nomes raros, dá um ar de credibilidade).
- Não conheço!
- Se você ver deve se lembrar! (ai mostra a foto)
- Não conheço não!
- É ... estranho .. mas enfim.

Essa é uma migué clássica, os principais postulados da migué estão em outro texto aqui no Blog. Quem quiser dar uma olhada, é de grande importância! (mentira)

O cara também pode pagar uma amiga bonita para fingir que é sua namorada, mas isso é mais complicado, nem todas aceitariam e você teria de gastar grana. O melhor mesmo é não precisar desse subterfúgio.

Então a partir dessa migué acontecerá o processo que em economia chamamos de multiplicador. O cara conseguindo pegar uma mulher bonita, a partir disso irá disparar o multiplicador, outras “competidoras” vão querer saber o que há de bom nesse sujeito, e ai virá cada uma mais gata que a outra.

Bem ... eu nunca testei essa teoria (e não é pra não parecer canalha, é verdade mesmo .. hehe), até agora está apenas no campo das idéias, mas se alguém quiser testar, poste depois os resultados ai nos comentários, ok? A ciência agradece!

OBS:
1 -Antes que alguém fale (sim, iriam falar), no título eu imito o Casseta & Planeta, então não precisa se dar ao trabalho de falar isso nos comentários!
2 - O texto tem caráter de descontração, portanto mimimi de pseudo-intelectuais serão apagados. Então saibam criticar dentro do caráter do texto.


É isso, se leu clique em uma das reações ou comente!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Discutir Religião? Por que não?


Se existe um dito popular que acho bizarro é “Religião e política não se discute”. É claro que se discute, o problema é a forma pela qual as pessoas querem discutir religião e política. Aqui vou me ater à questão da religião.

Existe um comportamento nos cristãos praticantes (evangélicos e católicos especificamente) que me irrita (falo dessas pessoas de forma geral), que é discutir a religião dos outros usando a doutrina de sua religião. É por causa disso que a discussão tomou essa fama de “travada” (sem fim). Eu já vivi isso por diversas vezes, faço parte de uma religião que não é cristã, então sempre as pessoas conversam comigo sobre esse assunto, daí vem críticas bizarras tipo: “Na Bíblia, na pg X, no versículo Y, fala que não existe vida após a morte”; “Isso não está correto porque na Bíblia fala diferente”. Puta que o pariu! Será que essas pessoas não conseguem compreender que o cristianismo não é a única religião (no sentido mais amplo) do mundo? Será que não entendem que a Bíblia pra mim tem o mesmo valor que o Alcorão? Eu sinto vontade de me enterrar quando alguém fala que minha religião está errada porque a Bíblia fala o contrário.

No geral os evangélicos e católicos tem uma arrogância religiosa terrível. Quando se conversa com um espírita, budista, ou alguém do candomblé (como se chama alguém que é do candomblé?) se percebe grande diferença quanto a isso, são muito mais abertos e menos tendenciosos. Esses cristãos não conseguem aceitar que sua vertente religiosa tem a mesma importância que qualquer outra, e que ela tem a mesma probabilidade de estar errada do que qualquer outra (ao menos a princípio).

Pode-se sim discutir religião, mas desde que se saiba discutir, e não querer impor sua fé nos outros. Existem vários aspectos que são passíveis de discussão, eu posso discordar de algo em determinada religião sem levar em conta a minha fé ou os ensinamentos da minha vertente religiosa. Posso usar os princípios da própria religião que discordo para por a mesma em contradição, já fiz isso algumas vezes. Posso também usar princípios de valores consensuais para se fazer uma crítica. Por exemplo, se uma religião tem como prática institucionalizada rituais para prejudicar terceiros, isso tem implicações que transcendem questões de fé.

Então pelo amor de Deus! Se você pretende discutir religião, não use a doutrina da sua para justificar seus argumentos, isso é o mesmo que dizer “Você está errado em torcer para o Flamengo, deve torcer para o Vasco, porque o correto é torcer para o Vasco”. Realmente discutir religião não é nada fácil, mas com pessoas abertas dá para fazer, mas com cristocentristas (acabei de inventar essa palavra ... hehe) não dá, definitivamente.

É isso, se leu comente ou clique em uma das reações abaixo!