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segunda-feira, 1 de maio de 2017

A insanidade fiscal de Trump

A economia norte-americana vive uma grave crise fiscal, com o governo amargando sucessivos déficits orçamentários. É nesse contexto que o presidente Trump pretende cortar significativamente a carga tributária do país. Essa insanidade fiscal pode acelerar o já esperado desastre desse governo. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Obsolescência programada: Um defeito do capitalismo

A obsolescência programada é um problema "genético" do capitalismo. Essa estratégia de mercado criou ônus ambiental e social, tornando necessária uma intervenção estatal para reduzir esses efeitos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

10 dicas para economizar na crise

É possível economizar sem abrir mão de algo. Nesse vídeo, selecionei 10 dicas para você cortar gastos sem nenhuma perda de bem estar.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Donald Trump presidente: Quais as expectativas para o Brasil?

A eleição de Trump é sem dúvida o fato político mais lamentável do século XXI. O que resta de esperança é o congresso barrar algumas de suas medidas. Um possível sucesso econômico de seu governo pode alimentar ainda mais a onda reacionária que se alastra pelo mundo. Precisamos torcer para o fracasso de Trump.

domingo, 4 de setembro de 2016

Governo Temer e a crise econômica: Onde está o bônus da mudança?

Michel Temer, desde Maio, é o presidente em exercício. Até o momento, o novo presidente está na contramão do processo de ajuste fiscal, e a perspectiva é resolver o desemprego através da flexibilização da CLT. Onde está o bônus da mudança de governo?

sábado, 27 de agosto de 2016

Anarcocapitalismo seria a solução?

O pensamento liberal tem ganhado força nos últimos anos por conta de quatro motivos principais:

1 - Suposta neutralidade ideológica
2 - Políticas verdadeiramente liberais nunca foram testadas
3 - Exaltação do individual em detrimento do social
4 - É mais fácil buscar soluções através de "receitas de bolo"

Nesse vídeo, abordo alguns pontos falhos do pensamento liberal radical.

O que é música comercial? Esse conceito é abordado da maneira correta?

O adjetivo "comercial" é utilizado de maneira errada pela sociedade quando trata-se de música, ou outros tipos de arte. O intuito desse vídeo é fazer uma reflexão sobre esse tema, mostrando o funcionamento dos distintos campos de produção musical.



terça-feira, 9 de abril de 2013

Ele é realmente necessário?



Salário mínimo deve existir? Quando surge uma pergunta desse tipo, a resposta mais obvia é sim, sem dúvida. Ser contra o salário mínimo em nossa sociedade é encarado como uma aberração tal qual ser à favor da fome. É um pecado sem perdão, coisa de reacionário escroto enviado pelo capeta.

No entanto, por mais irônico que possa parecer, existem argumentos sólidos no sentido de que o salário mínimo pode contribuir para o crescimento da pobreza extrema. Falando em linguagem macroeconômica, o piso salarial pode estar acima do salário de equilíbrio da economia de determinados setores, provocando assim um “peso morto”, portando, desemprego. Simplificando: um empresário que poderia contratar 2 funcionários pagando R$ 450,00, com salário mínimo de R$ 678,00 ele só contratará um. Em outros casos, um determinado empreendimento pode se tornar inviável por conta do salário mínimo, pois o mesmo estabelece um piso de custos com mão de obra. Nesses casos, empregos deixarão de serem gerados.

Recentemente o governo “apertou o cinto” de vez na regulamentação do salário das(os) empregadas(os) domésticas(os), garantindo a elas(es) todos os benefícios de um trabalhador comum. O fato ressuscitou uma discussão um tanto esquecida: o salário mínimo é de fato um benefícios aos trabalhadores? Existem rumores de que quanto mais o governo aperta o cerco para se pagar o mínimo às domésticas, menos profissionais dessa função serão (estão sendo) contratados.

Como podemos ver, a discussão não é tão simples e trivial quanto parece. Sob determinado ponto de vista o salário mínimo representa crescimento da pobreza. 

Particularmente sou a favor do piso salarial, pois a economia é dominada por oligopólios, que podem se aproveitar de um salário de equilíbrio baixo (resultante de grande massa de desempregados) para enriquecer às custas dessa mão de obra barata. Nesses casos (que representam a maioria) existe uma margem de manobra grande por parte dessas empresas, de modo que um piso salarial não seria convertido em menores contratações de forma relevante. Ou seja, os oligopolistas não contratariam menos por conta do piso, ou o ganho salarial não seria anulado proporcionalmente pelas perdas em contratações.

Mas essa é só minha opinião, o debate está aberto!  

segunda-feira, 4 de março de 2013

+ ou - Estado?


Objeto de brigas ideológicas entre esquerdistas e conservadores, a presença do estado na economia é um assunto polêmico e, rende calorosos debates. A final, qual a vantagem de se ter um estado “grande”, ou um estado bastante presente? Qual a vantagem de se ter um estado “enxuto”? Creio que o tema não deve ser discutido de forma religiosa, é preciso deixar os jargões e os dogmas de lado.

Os EUA é um país que serve como referência de uma economia com estado bastante enxuto, do outro lado tem-se os países europeus, com estados muito presentes. A priori o sujeito pode pensar automaticamente que na Europa é melhor e ponto final. Só que não existe almoço de graça, um estado grande implica em alta carga tributária e, consequentemente, altas taxas de desemprego. Essa conseqüência não é regra, mas a tendência é que altas cargas de impostos se reflitam no número de empregos da economia. É por conta disso que os países europeus convivem com taxas de desemprego que giram em torno de 8%, enquanto os EUA convive com taxas menores. Para se ter uma idéia, trazendo dados anteriores à crise econômica, em 2007 a taxa de desemprego na terra do Capitão América foi de 4,5%, no mesmo ano a Alemanha registrou 8,4%, e a França 7,9%. Nesse sentido, pode-se dizer que existe uma sinuca: Mais emprego/menos impostos ou menos empregos/mais impostos/mais benefícios sociais? É uma pergunta que cabe. Tratando de forma bem simplista: É melhor ter educação pública e saúde pública de qualidade ou ter mais empregos e menos impostos? No Brasil essa dicotomia não se aplica, visto que temos carga tributária e taxa de desemprego européia, mas não usufruímos dos benefícios sociais disso, muito por conta da corrupção.

Além dos serviços prestados, o estado pode demonstrar seu tamanho através da atuação em setores produtivos, financeiros ou de serviços, as chamadas empresas estatais. A briga ideológica geralmente se dá com argumentos intransigentes: de um lado alegam que o estado é ineficiente, do outro que o estado deve ser grande a todo custo, se possível que seja dono de tudo. Se trazermos para o contexto brasileiro, onde tudo se torna mais complexo, veremos que não é tão trivial falar desse assunto. Alguns setores necessitam de um maior incentivo à inovação, de modo que a exposição à concorrência (em todos os sentidos) e aos riscos tendem a trazer ganhos em eficiência, sobretudo quando se trata de uma cultura oportunista e corporativista como a brasileira. Por outro lado, um estado sem participação alguma nesses setores, pode acarretar em impotência do governo em estabelecer políticas econômicas e grande vulnerabilidade a crises econômicas. Em ambiente de crise o setor privado tende a demitir, e as demissões por sua vez reduzem o consumo agregado, podendo gerar um efeito em cascata de demissões. As estatais teriam então um papel anticíclico nesse aspecto. No lado da autonomia do governo para estabelecer políticas, ano passado tivemos um forte exemplo da importância do Banco do Brasil e Caixa Econômica, utilizados como meios para o governo exercer na prática sua política monetária, puxando a taxa de juros para baixo.

Tendo em vista toda a complexidade do assunto, eu creio que um estado presente é importante, mas é preciso ter cuidado com o tamanho do mesmo em alguns contextos. Defendo um estado que garanta que todos os cidadãos tenham os serviços básicos de qualidade, para que tenham as mesmas oportunidades, mas ao mesmo tempo deve-se ter uma grande atenção a respeito de certos benefícios (não essenciais), simplesmente “abrir as torneiras” pode trazer um custo social danoso. Penso também que alguns setores estratégicos devem ter presença de estatais, para que o governo tenha autonomia para estabelecer políticas e, reduzir a vulnerabilidade econômica do país. Mas creio também que o setor privado não deve ser sufocado, mas sim regulamentado.

Com as novas configurações do blogspot, não consigo mais colocar a foto ao lado do texto, só acima. Se alguém souber como faz, agradeço a contribuição.