segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A era da frescura "intelectual"


Às vezes eu tenho que concordar, nem que seja parcialmente, com o jornalista escroto Rica Perrone, estamos na era do nhe nhe nhe, da frescura “intelectual” generalizada. Pessoas usam lutas que são sérias a priori, para uma espécie de sadomasoquismo vitimizador.

Vou contar uma historinha para vocês. Uma vez um sujeito estava sendo perseguido por um psicopata, o doente acompanhava seus passos e fazia ameaças, até o dia em que esse sujeito tomou coragem e reagiu, ameaçando também o maluco e seguindo seus passos para saber a melhor forma de se defender. O maníaco ao tomar conhecimento disso recuou e desistiu de perseguir o sujeito. Mas o sujeito na paranóia que estava continuou a perseguição ao psicopata, e sem perceber se transformou em um também.

Essa historinha pode ser abstraída para explicar o comportamento de um monte de gente que se diz discriminada e acaba perseguindo a discriminação. Torra minha paciência (por exemplo) feminista lunática que tem uma extrema “habilidade” de encontrar machismo em tudo e em todos. Toda vez que cito mulheres nesse blog as pessoas vem me chamar de machista (algumas), na ultima vez que isso aconteceu, fiz um texto sobre MODA, de caráter HUMORÍSTICO, falando que as mulheres deveriam se vestir para nós homens, e não para as amigas. Então veio o esquadrão feminista armado até os dentes soltando fogo pelas ventas: “Nós não temos que nos vestir para vocês!” É porque o homem se vestir para as mulheres é normal, mas mulher se vestir para os homens é estar se submetendo ao macho. A paranóia é tão grande que nem conseguem raciocinar antes de falar. Teve outros também, me chamaram de machista no texto “Multiplicador de Mulheres”. Eu sinceramente acho que tem gente que sentiria certa nostalgia se a discriminação acabasse, sério!

Escrevi um texto sobre a decadência do Axé Music e me disseram que a designação “Axé” é discriminação contra a música baiana, visto que as pessoas do sul/sudeste tentam reduzir a música baiana, que é muito diversa, em um estilo apenas. Quando um sujeito do sul então diz que Parangolé é Axé, ele está nos discriminando. Certo, acho que o rock é a música mais discriminada de todas, visto que só quem é desse campo sabe discernir os sub-estilos dentro do rock. Um jornalista chamar o Sepultura de Heavy Metal então é discriminação contra o rock e contra os ingleses. Aprenderam como funciona? Sulista, você tem obrigação de entender de música baiana, ok?

Estou de saco cheio desse tipo de gente, não sou psicólogo (Graças a Deus), não tenho obrigação nem aptidão pra realizar “implantes” de “mancômetro”. Mas como sou um cara gente boa, vou deixar uma dica de um filme que poderá ajudar, de um grande ator de comédia que ironicamente nessa produção não tenta fazer ninguém rir. Nem sempre estão tentando lhe “comediar” truta, pare de perseguir o que lhe persegue.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vestibular e a extinção do ensino médio


Vestibular: “Nunca vou passar!” disse o pessimista. “Não precisa estudar” disse o aspirante a Letras com Francês. “Tem que parar de beber e de namorar!” Vestibulando de medicina. “Minha mãe me inscreveu em administração” disse o adolescente sem rumo.

Dos 16 aos 18 anos, vestibular é uma palavra que soa mais tenso do que casamento para os homens que namoram há mais de 2 anos, sobretudo para os jovens de classe média, que são cobrados pelos resultados na provinha mais escrota de suas vidas. “Claro, eu investi nesse moleque a vida toda!” (Mãe). Perder significa para muitos uma big frustração, e cada vez que aquela tia gorda pergunta “Passou?”, é como enfiar o dedo com areia em sua ferida.

Muito se discute a respeito dos métodos de avaliação adotados nos vestibulares, realmente estão longe de serem os melhores, mas as circunstâncias não oferecem muitas alternativas. Alguns mesclam questões objetivas com subjetivas, o que é um avanço, mas ainda assim sempre será distorcida a avaliação do conhecimento. As questões são elaboradas muito mais para eliminar candidatos do que para avaliar, cheio de pegadinhas e alternativas bastante parecidas para confundir o candidato. Na redação, o candidato pisa muito mais os ovos do que escreve, com medo de dizer algo que o avaliador não irá gostar. No entanto, criticar esses métodos é um tanto complicado, porque para isso precisa-se propor um melhor dentro das viabilidades concretas e restrições orçamentárias. O que critico no vestibular não é a prova em si, mas a sombra que ela provoca no ensino médio, ou tem provocado.

O 3º ano nos colégios particulares foi extinto há muito tempo, o que existe hoje são cursinhos pré-vestibulares com caderneta e avaliação. Essas instituições fazem de tudo para atrair clientes, e o melhor método é a propaganda em aprovações nos vestibulares. Não questiono esses colégios, são instituições privadas que vivem de lucros e precisam concorrer com as demais, mas o governo precisa (ou precisaria) dar um basta nisso. A 1ª medida é proibir a adoção de módulos nos colégios, e voltar com os livros didáticos. Os módulos são extremamente compactados e não ensinam o assunto, ensinam a passar no vestibular, o que não cai não interessa. A segunda questão é proibir os professores de fazerem das provas do 3º ano mini vestibulares, quase um simulado com nota. As questões abertas são importantes na formação do aluno, não podem ser descartadas. Sem contar que o professor precisa elaborar questões também, para “impor” seu método de avaliação, e não ficar fazendo Ctrl C Ctrl V em questões de vestibular.

É preciso parar com essa mania que temos aqui no Brasil de adaptar a fase anterior à fase posterior, quando na verdade deveria ser o contrário. No curso de economia a tendência está sendo a mesma, estão adaptando a graduação à prova de seleção da pós, isso é bizarro. Ensino médio é ensino médio, pré-vestibular é pré-vestibular, quem quiser passar entre em um cursinho ou estude em casa, o que não se pode é comprometer o aprendizado em prol de uma prova escrota que só serve para definir quem entra e quem fica para a próxima.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sociedade do Consumo


Cada vez mais as pessoas desejam coisas diferentes, faz parte do ser humano querer sempre algo que não se tem, ou nunca experimentou na vida. Alguns pensam assim, eu prefiro pensar que nossa cultura nos tornou assim.

Não quero dar uma de monge tibetano, mas eu acho meio esquizofrênico certas taras que as pessoas tem em relação ao consumo. Pra mim o bem estar propiciado pelo consumo é proporcional à utilidade do mesmo, ou seja, consumo aquilo que tem alguma utilidade, e não aquilo que só serve para ostentar.

Muita gente trata com naturalidade certos tipos de aquisições que pra mim é puro luxo, tipo um sujeito que compra um carro (Sedan) de motor 2.2, pra que porra ele quer essa potência? Pra fazer pega nas rodovias? Pra mostrar para a sociedade: “Meu carro é foda e eu tenho grana pra abastecer ele!” Quem souber de outra serventia me diga por favor. Tem gente solteiro também comprando carros imensos, ou casas imensas, pra que uma pessoa que mora só quer uma casa com 3 banheiros? Que tara doida é essa?

Tem aquelas pessoas que gostam de consumir produtos de grife também, ele paga 50% do valor no produto e 50% na marca, para mostrar ao mundo “Eu consumo a marca X, vejam como eu tenho grana pessoal!” Querem fazer uma experiência? Coloca um produto de grife na prateleira e diz para o cliente: “Nós damos 10% de desconto se apagarmos a marca do produto e colocarmos uma etiqueta de uma marca ruim!” Ninguém compra! Qual a designação para uma pessoa que paga R$ 500,00 para escreverem um nome em uma roupa? Quem é o louco aqui? “Ah, mas roupa de grife tem qualidade!” Claro que tem, é obrigação ter, mas em 90% dos casos o preço não é justificado pela qualidade.

Nessa questão o sexo feminino precisa ser ressaltado, as mulheres adoram consumir coisas sem necessidade. Mulher comprando é como usuário de drogas, sempre tem uma desculpa, mas a gente sabe que é vício. “Comprei esse cachecol porque nunca se sabe né, vai que a temperatura cai aqui em Salvador!”

Jogadores de futebol que ganham 300 mil por mês, se ficam um mês sem receber entram no desespero, por quê? Porque arranjam um jeito de comprometer uma renda desse porte. Essa é nossa sociedade fútil, pessoas querem algo para mostrar às outras, e não porque é necessário ou útil ter. Se fomos encarar a realidade, veremos que uma família pequena, que possui uma renda de 6 mil por mês, pode viver folgada e bem, ter uma boa casa, um bom carro, plano de saúde, educação particular e viajar todas as férias, qualquer desejo acima disso é sintoma da esquizofrenia da cultura capitalista do consumo.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bens duráveis que não duram


Todo mundo sabe que os bens duráveis de hoje já não são tão duráveis como os de outrora, uma parte sabe que isso é proposital, outra parte ainda acha que as indústrias não conseguem mais fazer bens duráveis duráveis.

O tema de hoje é inspirado em minha geladeira, a qual tenho um xodó especial (mentira, não tive grana pra comprar uma nova) desde quando adquiri. É um refrigerador que não sei a marca (por respeito à ela não direi o motivo), e quando comprei já aparentava estar com um pé na cova, mas está há 6 anos comigo, agüentando firme, sem problemas de ordem técnica, só de estética. Coloquei o apelido dela de “menina sonsa”, porque quem vê não dá nada, mas agüenta um pau danado. Deve ter uns 30 anos de uso no mínimo, mas se deixar congela água até na parte de baixo. Porque as de hoje em dia pedem arrego antes de “soprar as velinhas”?

A resposta é bem clara: Dar rotatividade à indústria de bens de consumo duráveis, a final, nós que somos lisos e gostamos de gastar nossa grana comendo besteira na rua, não compraríamos uma TV nova se a nossa não pifasse. “Isso é uma conspiração do grande capital contra as classes oprimidas!” (Militante do PS**). Na verdade as classes oprimidas também comem desse pirão, o alto consumo desses bens provocado pela rápida depreciação dos mesmos, gera emprego e faz girar a roda da economia. Nesse sentido, em um sistema capitalista a alta depreciação dos bens duráveis é necessária. “Seu reacionário de merda! E as pessoas que não podem comprar uma TV a cada 5 anos?” O que tem a ver o c** com as calças? Má distribuição de renda não tem a ver com a dinâmica de produção da indústria, e sim com as políticas econômicas e sociais adotadas no país. Se os bens durassem 50 anos o povo não precisaria trocar sempre, mas também teria menos empregos, e a má distribuição de renda não seria resolvida.

Lendo isso a pessoa pode pensar: “Mas já que é por isso, então porque eles não fazem um produto que dure menos ainda? Tipo 2 anos?” Porque existe a concorrência, se fizerem isso vai aparecer uma concorrente esperta lançando um que dura mais, então isso é meio que um equilíbrio de interesses empresariais.

Então é isso, quando sua TV ou seu carro der pau, xingue por ser pobre e não poder comprar outro, mas não porque a indústria é escrota.

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Ando meio sem tema para escrever, quem quiser dar uma idéia de algum assunto polêmico, coloca nos comentários. Só não peçam pra eu falar mal das bandas coloridas please!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Mulheres, vistam-se para nós!


Mulher se veste para as outras mulheres, isso uma tautologia, ou melhor, na linguagem teen, #fato. Não é minha intenção aqui tentar compreender isso, porque seria desperdício de tempo, só queria lembrar a elas que os homens possuem um gosto, e eles reparam nas coisas que vocês vestem. Então aqui vão dicas de moda de quem gosta de mulher, às vezes é preciso lembrar que suas amigas não gostam de mulheres, nem seu cabeleleiro.

A primeira coisa (literalmente) que é preciso abominar de vez são os sapatinhos com lacinho na frente, aquela coisa bisonha, escabrosa e broxante. “Pesquisadores da universidade de Sidney constataram que o sapatinho com lacinho na frente hoje é o maior causador de impotência sexual.” É sério! Mulheres, vocês realmente gostam dessa tosqueira? Olha pra esse troço!



Outra coisa são aquelas calças que a parte que enfia o cinto é bem larga, essa é outra peça anti-tesônica. Eu não achei foto disso porque não sei o nome, só sei que é troncho. Saia ou calça, qualquer peça de baixo tem que estar abaixo do umbigo, a década de 80 já acabou faz tempo, favor dar um F5. Cinto largo ou com fivelão só serve mesmo para bater em assaltante, a idade média acabou, favor, F5.



Podem me bater se quiserem, mas maiô é uma peça feita para mulheres que não querem mostrar o corpo. Mas se o corpo é bonito, mostre muié, você não vai arder no mármore do inferno. Ninguém em sã consciência prefere ver isso ...



Em vez de ver isso!



Maiô é uma sunga esticada até o pescoço, só isso.

Tem também os óculos tipo Black Kamen Rider, que assassina qualquer mulher. Pegaram os óculos do Reginaldo Rossi, aumentaram e começaram a dizer que era bonito e o povo acreditou, foi assim que esse óculos virou febre.



A ultima dica é em relação à adaptação da roupa ao corpo. Mulher com corpo quadrado NÃO PODE usar calça, ok? Calça foi feita para as que tem a bunda redonda, quem tem corpo quadrado usa vestido, meus olhos agradecem. O mesmo vale para as magrinhas, se for uma magrinha torneada, pode a calça, se não, cai no vestido. “Ah, mas pra usar vestido sempre tem que ter dinheiro!” Eu não criei a indústria têxtil, não tenho nada a ver com isso. O vestido não é para esconder nada, é uma questão de adaptação, bom senso.

Bolsa, batom, esmalte, essas coisas não fazem diferença, qualquer um serve.

É isso moças, mulheres e senhoritas, essa é minha visão de moda feminina, simples e direta. Quem gostou compartilha nas redes sociais, quem não gostou fala mal do texto do facebook.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Balanço do Brasileirão 2011


Foi um campeonato muito disputado como sempre, o título mais uma vez foi decidido somente na ultima rodada, dessa vez somente 2 clubes chegaram lá com chances, Vasco e Corinthians. Vasco era a sensação do ano, depois de 10 anos de profunda crise e 3 anos após o rebaixamento, o time da colina montou um elenco forte, equilibrado, e entrou na competição cheio de gás após a conquista da Copa do Brasil. No entanto, como é bastante comum em qualquer conquista, o pós título do Vasco foi um tanto sonolento, as 5 rodadas posteriores ao triunfo foram ruins, com o clube conquistando somente uma vitória (1 vitória, 2 derrotas e 2 empates), e no final das contas o preço do desleixo foi caro e o time terminou a competição na “tradicional” posição de vice, para a alegria dos rivais.

O Corinthians que não tem nada a ver com isso começou a competição a mil por hora, as 10 primeiras rodadas foram avassaladoras, 8 vitórias e 2 empates, abrindo distância em relação aos demais e fazendo uma boa camada de gordura para queimar lá na frente. Essa gordura foi muito bem administrada e mesmo com uma equipe sem brilho o clube do Parque São Jorge levou o caneco, com todos os méritos. O Campeonato Brasileiro é uma maratona, ganha quem é mais regular.

Outra equipe que começou a competição com trajes de gala e pinta de campeão foi o Flamengo, tendo no elenco Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, uma espécie de Batman e Robin. A equipe disputou na ponta por um bom tempo, mas só para não perder o costume, entrou em crise e ficou 10 jogos sem vencer. Ameaçou uma arrancada perto do final, reacendendo as esperanças, mas a falta de banco e a má fase de nomes como Léo Moura e do Gaúcho pesaram, e o time teve de se contentar com a vaga na libertadores.

Outros 2 que ameaçaram o título corinthiano foram Botafogo e Fluminense. O 1º impulsionado principalmente por 2 contratações aparentemente discretas que acabaram vigando, Elkerson e Cortês. Chegou a disputar na ponta da tabela, mas próximo da reta final (como sempre) nuvens negras pairaram sobre General Severiano e o final da história foi a triste 9ª colocação. O Fluminense chegou a disputar o título até a 36ª rodada, mas a péssima campanha nos clássicos impediu que o time das Laranjeiras chegasse à reta final brigando, e o clube que recebeu a maior injeção de investimentos acabou na 3ª colocação.

A surpresa (ou ameaça de surpresa) da competição foi o Figueirense, que perto do final deu uma de coelho doido e chegou a colar nos líderes, mas o time não suportou o peso dos trajes de galã e “na hora do vamo ver” não conseguiu vencer nem o seu rival lanterna, acabou fora do G-5.

Lá em baixo, a areia movediça do Z-4 estava sedenta para afundar mais um grande, o Cruzeiro era a bola da vez. A arapuca foi armada, o Atlético-PR venceu o clássico da ultima rodada e iria afundar o azulão, mas o Galo manteve sua postura de fiel meretriz e foi sodomizado pelo rival em Sete Lagoas em uma goleada histórica. Mais um ano triste para o Galo, e o Z-4 terminou dando a velha raquetada e mandando de volta para a segundona mais um que estava ainda com as malas em punho, o América-MG, que afundou junto com Atlético-PR, Avaí e Ceará.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Picaretagem no jornalismo


Jornalismo é sem sombra de dúvidas a profissão mais vulgarizadas do mundo, qualquer Zé ruela pode ser jornalista. Em parte isso acontece por necessidade, existem muitas rádios pelo país, e exigir diploma de todos os “jornalistas” que trabalham nas mesmas é algo impraticável. Mas ocorre também por conta da velha cultura brasileira da contratação por “peixada”, e nossa paciência é testada a todo instante por conta disso.

No meio esportivo a coisa é ainda mais feia, parece que por se tratar de esporte as pessoas acham que não se deve levar tão a sério assim. Saber comentar o esporte é algo que no contexto atual é exigir de mais, se o jornalista souber perguntar, já pode ser considerado bom. Se eu conseguisse lembrar de todas as perguntas idiotas feitas pelos jornalistas esportivos seria necessário um texto só para citá-las, no momento lembro de 2, uma delas feita em um jogo Flamengo X Palmeiras, o Palmeiras vencia por 1 a 0 e estava levando pressão do Flamengo, no intervalo o repórter abordou um jogador do Palmeiras e soltou a bomba: “O Flamengo pressionou bastante o Palmeiras nesse fim de 1º tempo, o Palmeiras precisa evitar essa pressão?” A sorte dele é que não foi Romário, se tivesse sido o baixinho diria “Não, nós gostamos de levar pressão!”. A outra foi em um clássico (não lembro qual), e o repórter pergunta ao centro avante de um dos times (ele havia feito um gol): “Você sempre sonhou em fazer um gol em um clássico como esse?” Pra quem não assiste futebol, a função de um centro avante em um time de futebol é fazer gols, seria como perguntar a um pescador: “Você sempre sonhou conseguir pegar um peixe em um rio como esse?” No futebol você tem que rir pra não chorar, a coisa é feia. A pessoa tem todo tempo do mundo pra formular uma pergunta decente, e pergunta isso?

Fora do mundo esportivo também tem bizarrices, teve um caso cômico e famoso, na entrevista do Fantástico com o vocalista do Iron Maiden Bruce Dickinson. O mico já começou nos comentários antes da entrevista, quando ele fala que o som da banda não mudou, demonstrando desconhecimento total. Aliás, essa é uma mania freqüente dos "picaretas armados de microfone", comentar o que desconhece. Mas o king kong veio na entrevista, quando ele perguntou a Bruce (que também é piloto de avião): “Quando você fala com os passageiros eles reconhecem sua voz?” Bruce, não sei se ironicamente ou educadamente, respondeu: “Não, quando faço os anúncios, eu falo, não canto!” É claro que foi uma pergunta tosca, ninguém conhece a voz de Bruce conversando, mas sim cantando. Abaixo vai o vídeo para não dizerem que estou inventando, e podem ver que além dos micos, a matéria é bem chula.



Quando alguém dá um torrão em um jornalista, é chamado de metido, como aconteceu mais de uma vez com a banda Los Hermanos. Engraçado que o músico é metido, mas o jornalista picareta não é criticado. Se um cara sem diploma de odontologia monta consultório e começa a extrair dente do povo, é um picareta, mas gente que entra de gaiato na profissão de jornalismo, que faz matérias com a mesma qualidade que eu passo ferro em minha roupa, é só uma pessoa que está se esforçando pra trabalhar e sustentar seus filhinhos. Me poupem ... quem exerce função sem o devido preparo é um picareta, e ponto final.

Abaixo vão 2 vídeos de entrevistas com a banda mais sacaneada pelos jornalistas. Em ambos você sente vontade de colocar as mãos no rosto tamanha a vergonha alheia.





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sábado, 5 de novembro de 2011

Bullying .... nhe nhe nhe ou assunto sério?


Existe moda mais moda do que falar de Bullying? O caso se tornou pauta das mesas de bar, noticiários e programas de TV no ultimo ano, muito por conta do caso do gordinho americano Zangief, que ficou famoso no you tube. De lá pra cá existem basicamente 2 opiniões a respeito do assunto: 1º Aqueles que acham que qualquer tipo de opressão ao ser humano, seja com agressão física ou piadinhas, deve ser combatido. Do outro lado tem o pessoal que acha que existe muita frescura ou muito nhe nhe nhe nesse assunto, que piadinhas na época do colégio são normais, e quem se abate com elas, esse sim tem problema.

Em muitos textos sobre assuntos polêmicos eu não tomei uma posição aqui no blog, mas sobre esse irei tomar. As pessoas que acham que piadinhas são normais e fazem parte da vida, precisam entender 2 coisas: 1º Existem piadas e piadas, uma coisa é um colega pagar um mico e eu zuar com ele por uma semana, outra coisa é ele ser gordo ou gay e eu passar um ano inteiro soltando piadinhas. 2º As pessoas são diferentes umas da outras, existem aquelas que tem auto-estima elevada e são expansivas, de modo que tiram de letra qualquer piadinha infame, mas existem aquelas com maior dificuldade de se relacionar socialmente, e essas sim podem se abater com piadas que se tornam contínuas. “Ah Rafael, mas se a pessoa tem dificuldade em se relacionar socialmente o problema está com ela!” Sim, concordo, mas se ela já tem problemas você vai ajudar a enterrar mais ainda essa pessoa? Se não quer fazer nada para ajudá-la, também não contribua para acabar ainda mais com ela. Por isso é necessário sim campanhas pra combater apelidos ofensivos direcionados e pessoas gordas, gays, CFDs, tímidas, etc.

Eu acho incrível como existem pessoas nesse mundo que não conseguem enxergar um palmo diante do nariz, não está no gibi a quantidade delas que acham um absurdo chamar um negro de urubu, mas acham normal chamar um gay de viadinho, somente pelo fato de que a homofobia não é crime, como se a lei fosse algo imutável, e como se a mesma fosse a mãe da ética. É como eu disse no texto anterior ... pelo amor de Deus, vamos parar de pensar coletivamente e colocar essa cachola pra funcionar meu povo, parem de ser pensadores de campanhas de facebook, não deixem que pensem por você. É por conta da preguiça da reflexão que se produz piadas com ironia de 5ª categoria como essa abaixo.



Bullying é uma forma sutil de opressão, de exclusão, que pode não dar em nada, mas pode levar uma pessoa à depressão, falta de auto-estima ou até mesmo a cometer delitos graves. E se você já praticou Bullying, seja “homem” ou “mulher” o suficiente para admitir que errou, mas não fique se escondendo atrás de argumentos convenientes.

Como sou um cara democrático, irei compartilhar um texto bem escrito cujo autor discorda de mim, ai vai o link:

http://www.ricaperrone.com.br/2011/05/terra-de-nerson/

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Coisas que gostaríamos de saber


Eu não tenho porra nenhuma pra escrever essa semana, pensei em pegar a crista da onda e falar do Rafinha Bastos só pra pegar atalho das buscas no Google, mas minha página é underground e independente, e não vou usar esse tipo de estratégia. Só se rolar grana, ai eu deixo de ser underground. A diferença de mim para o Marcelo D2 é só a sinceridade.

Vou falar de algumas coisas que eu gostaria de entender como acontece, e acho que nem todo mundo parou pra refletir a respeito. Primeiramente eu gostaria muito de saber como a produção cinematográfica faz quando precisa de alguém para fazer papel de feio ou idiota no filme. Todo filme de comédia adolescente tem um idiota ou um feio, pra contratar esse ator faz como? Tipo: “Nós precisamos de alguém com cara de retardado e você se encaixa em nosso perfil!” Assim? É algo que eu queria muito saber. Falando nisso, tem aqueles filmes em que a gata borralheira vira uma princesa, eu acho engraçado como eles fazem a transformação, pegam uma atriz bonita, colocam um óculos e roupas tronchas e dizem que ela é feia, depois fazem a transformação estilo Super Man, e todo mundo: “Oh! É ela mesmo?

Falando do mesmo assunto, outra coisa que gostaria de saber é em relação às cenas com crianças no cinema. A lei implica com joguinhos eletrônicos violentos, mas deixam crianças fazerem cenas de assassinato nos filmes, pode Arnaldo? Na década de 70 tinha criança fazendo cena de masturbação com uma cruz (O Exorcista), e outra que era um serial killer enviado do demônio (A Profecia). Aqui no Brasil, o filme Cidade de Deus também tem cenas de assassinato protagonizadas por crianças. Que porra é essa? Pessoal de direito, me expliquem, não tenho paciência pra pesquisar leis no Google.

Outra coisa intrigante é em relação aos rios. Nós aprendemos no colégio que os rios são oriundos de lençóis freáticos, a nascente do rio é um lençol que por algum motivo começa a minar, normalmente essas nascentes são em regiões serranas, ok. Mas e os peixes, de onde vem? Geração espontânea? A água tá ali passando, passando, daqui a pouco PLUFT, um peixe boi! Acho que todos os rios tem peixe (ou já tiveram), isso quer dizer que todos os rios surgiram no início do Planeta Terra? Se surgir um rio hoje ou daqui a 500 anos, ele não terá peixes? Seria essa uma prova da existência de Deus meu Deus?

Essas são algumas reflexões que compartilho essa semana. Quem gostou compartilha no face, quem não gostou fala mal do blog nas redes sociais.