domingo, 18 de setembro de 2016

Os clubes do eixo são de fato privilegiados?

Os torcedores costumam eleger quais são os clubes privilegiados. Aqui no Brasil, trata-se dos chamados "clubes do eixo", referindo-se aos times do Rio e de São Paulo. Isso faz sentido? Quem são as vítimas de nosso futebol?
 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Preguiça baiana: Dissecando o preconceito

Os baianos sofrem historicamente com o estereótipo de preguiçoso. A resposta dos baianos nesse sentido, sempre visa tentar provar o contrário. A perspectiva desse vídeo é colocar um ponto final nessa "discussão", tirando a carga moral desse tema.
 

domingo, 4 de setembro de 2016

Governo Temer e a crise econômica: Onde está o bônus da mudança?

Michel Temer, desde Maio, é o presidente em exercício. Até o momento, o novo presidente está na contramão do processo de ajuste fiscal, e a perspectiva é resolver o desemprego através da flexibilização da CLT. Onde está o bônus da mudança de governo?

sábado, 3 de setembro de 2016

Headbangers, parem de se sentir superiores!

Os Headbangers tem um comportamento típico de acreditar que possuem um gosto musical mais refinado, se sentindo no direito de criticar o gosto alheio. Isso é coerente?


domingo, 28 de agosto de 2016

Existe um novo horizonte para nosso futebol!!

A Lei Pelé é normalmente apontada como a principal causa da crise criativa de nosso futebol. Como está o cenário jurídico nesse aspecto? O que precisa mudar no futebol brasileiro para que o mesmo volte a ser respeitado?


sábado, 27 de agosto de 2016

Anarcocapitalismo seria a solução?

O pensamento liberal tem ganhado força nos últimos anos por conta de quatro motivos principais:

1 - Suposta neutralidade ideológica
2 - Políticas verdadeiramente liberais nunca foram testadas
3 - Exaltação do individual em detrimento do social
4 - É mais fácil buscar soluções através de "receitas de bolo"

Nesse vídeo, abordo alguns pontos falhos do pensamento liberal radical.

O que é música comercial? Esse conceito é abordado da maneira correta?

O adjetivo "comercial" é utilizado de maneira errada pela sociedade quando trata-se de música, ou outros tipos de arte. O intuito desse vídeo é fazer uma reflexão sobre esse tema, mostrando o funcionamento dos distintos campos de produção musical.



domingo, 2 de agosto de 2015

Pois ser feliz não basta ....

Não é novidade alguma que o ser humano gosta de se exibir, se firmar, se diferenciar. Cada um faz isso de determinado modo, em determinado grau. A peculiaridade é que antes da internet o raio de impacto do marketing pessoal era menor. Com o facebook, é como se tivessem acionado o turbo do exibicionismo. Agora todos tem uma vitrine.

Quem nunca se deparou com uma situação do tipo: A pessoa posta mensagens de amor; fotos do casal e declarações, todos os dias e, de repente, o namoro acaba. Acho que a maioria já viu uma situação dessa. O que tem de relacionamento conturbado ganhando contornos de conto de fadas no face não está no gibi.

Existem coisas que parecem normais nas redes sociais, mas não são. A principal delas é a declaração de amor explícita. Quem faz declaração de amor explícita no facebook, na verdade quer exibir para a sociedade (amigos) o quanto é feliz. Ser feliz não basta, alguém precisa saber. Se acha que é exagero da minha parte, então escreva nos comentários qualquer outro motivo plausível para se fazer algo do tipo.

O Facebook é uma vitrine legitimada. Ninguém num almoço entre amigos, pede a palavra para fazer uma declaração de amor, do nada. Mas no face ....

A moda que representou o clímax do exibicionismo foi a selfie depois do ato sexual. Acredito que depois dessa Deus pensou em substituir a raça humana por outra coisa.

Além da exibição de relacionamentos felizes, as pessoas gostam de mostrar também seu poder de consumo. Tudo isso faz parte da disputa por uma boa posição no ranking da felicidade, que acontece diariamente no facebook.

Qual o limite entre o simples desejo de compartilhar uma foto e a vontade de se exibir? Não existe um método, mas a gente sabe pelo modo, frequência, legenda, e por ai vai. Está nas entrelinhas.

Acredito que 99,99% dos seres humanos sentem em algum grau necessidade de se exibir. Mas isso precisa ser dosado. Do contrário, corre-se o risco de se dar mais valor à embalagem do que ao produto, ou seja, de se empenhar mais na propaganda do que na construção de uma boa realidade. Isso é um problema.


Se você sente necessidade de mostrar felicidade, significa que a mesma só se concretiza quando você exibe. Você não é feliz com sua vida, sua felicidade vem da comparação com a vida alheia, de fazer os outros desejarem o que você tem, ou o que você é.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Redução da maioridade para além do Fla X Flu

A discussão em torno desse tema, como tantos outros, caiu em briga de torcida. Se você é a favor da redução, significa que você é racista, reacionário, tucano e leitor da Veja.  Se é contra, significa que é ponderado, inteligente e tem consciência social. O velho Fla X Flu que tem norteado quase todas as discussões polêmicas. Em que time você está?

Se for para assumir mesmo um time, eu recomendo o time dos que são contra. Nas redes sociais, uma fórmula simples e rápida para pagar de cult e bacana, é ser contra tudo aquilo que a Veja e a Globo são a favor. Sério, funciona. É um macete para aqueles que não conseguem elaborar uma opinião própria.

A verdade é que sendo contra ou a favor, estatisticamente, o texto aprovado terá o mesmo impacto de adicionar um copo d’água numa piscina. Vamos analisar quais os principais argumentos contra a redução.

1 – O único efeito da redução é lotar ainda mais os presídios.

Esse é o argumento mais estapafúrdio de todos. Vou usar o homicídio (que é o crime hediondo mais comum) como exemplo. Estatísticas mostram que 90% dos homicídios no Brasil não são solucionados. Isso mesmo que você leu: 90%. Dos 10% restantes, qual parcela representa os jovens entre 16 e 17 anos? O número é irrisório e não tem relevância estatística. Não vai haver acréscimo de detentos de forma representativa.

2 – Não soluciona o problema da violência.

Alguém disse que soluciona? Eu não li nenhum texto e não ouvi ninguém dizer que a medida ajudará a resolver o problema da violência. Esse argumento na verdade é um espantalho criado para se ter no que bater.

3 – Com a redução, o estado não estará fazendo justiça, estará se vingando do jovem.

Talvez. Assim como o estado “se vinga” de pessoas maiores de 18 anos em quase todos os lugares do mundo. Vamos acabar com as prisões então? Não é uma ironia, eu não tenho conhecimento suficiente para avaliar se o fim do sistema prisional tradicional traria benefícios. Mas você não pode achar que a vingança do estado só é ruim até 18 anos, e a partir de 18 a vingança passa a ser positiva. Isso é completamente absurdo. Se quer usar isso como argumento, defenda o fim desse sistema prisional como um todo. Mas por favor, faça isso com argumentos robustos.

4 – Só vai servir para prender preto e pobre.

Nesse caso, o problema está na corrupção da polícia e no racismo, mas não na lei. É a velha história de vender a cama para tentar impedir a esposa de trair. É outro argumento sem cabimento, ainda mais tendo em vista a estatística que apresentei no 1º ponto.

5 – As penitenciárias são verdadeiras universidades do crime.

Você acredita mesmo que aquele que já matou ou estuprou, precisa aprender algo? Mas vamos forçar a barra e supor que eles vão piorar na prisão. Nesse caso, voltemos ao 1º ponto onde mostro que a estatística é irrisória.

Como verificamos, os argumentos mais comuns contra a redução são demasiadamente frágeis. Eu consigo entender o indivíduo ser contra a redução, o que não dá para entender é a revolta, como se o impacto fosse devastador. A culpa disso é o pensamento enlatado nas redes sociais. Opiniões são como time de futebol: “Eu faço parte da turma do não”; “Faço parte da turma do sim”. O debate é nesse nível. As pessoas se expõem usando argumentos completamente absurdos.  

A redução da maioridade tem APENAS 2 funções: Punir e tirar o criminoso de circulação.

É uma política conservadora, que busca combater o crime da maneira mais simples, tirando de circulação por um longo período aqueles que representam ameaça à sociedade. Quanto à eficiência desse tipo de política, já li artigos mostrando que o método tradicional é o mais eficiente, mas existem estudos que questionam essa concepção. Acontece que isso é outro debate, que transborda a questão da maioridade penal.


Saia da sua torcida organizada e trate os temas com seriedade.