terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Bem vindo à Universidade!


Época de vestibular, ansiedade de quem está tentando ingressar e uma certa nostalgia de quem já saiu. Nesse período de PROSEL, resolvi tecer esse “textículo” para dar água na boca dos aspirantes ao canudo, que conseguiram “passar por cima” dos que morreram na praia da provinha escrota.

Universidade, só o nome já soa bastante sugestivo. Passa a idéia de universo, universo de conhecimento. É a época mais marcante da vida do indivíduo, ou você se encontra ou se perde, ou as duas coisas ... hehe.

A vivência universitária não é igual para todos, em primeiro lugar nem todos estudaram em uma universidade, alguns formaram em faculdade. A principal característica da universidade é englobar uma pluralidade de áreas do conhecimento em seus cursos. Quem deseja se aprofundar nessa caracterização, ai vai um link:

http://www.unimep.br/noticias.php?nid=1389

Outra questão é a dedicação integral ou não, tem pessoas que precisaram trabalhar e estudar ao mesmo tempo, essas tiveram a vivência universitária parcialmente tolhida com certeza. Por essas e outras questões, viver a universidade é uma coisa, fazer um curso de nível superior é outra.

Para quem viveu a universidade, com certeza foi um período inesquecível em suas vidas. É nesse espaço que suas características individuais possuem a liberdade e incentivo necessários para que se destaquem, principalmente para quem saiu da casa dos pais para fazer seu curso. Se você é CDF, encontrará ótimos motivos e pessoas para se tornar um intelectual, se gosta de festa, cuidado para não virar alcoólatra, se possui uma veia política, se tornará um militante, se gosta de namorar, pode comprar o estoque de preservativo. Há lugar para tudo e todos, você nunca terá uma oportunidade tão grande para lidar com as diferenças. Muitos mitos são quebrados e valores retrógrados destruídos, se você discriminar quem fuma maconha (por exemplo) possivelmente terá de estudar sozinho, ou você respeita ou dá um teco também. É o momento de sair do casulo, as preferências e desejos se tornam mais latentes, em um ambiente onde nada é estranho, qualquer coisa que se faça não surpreenderá ninguém. É também o momento de por em cheque a resistência de seu corpo, observar o limite de besteiras que você consegue comer em uma semana, quantas vezes consegue substituir o almoço por uma coxinha, e quantas noites consegue fazer o famigerado virote.

As pessoas idosas te vêem como um intelectual, seus pais te vêem como uma pessoa esforçada, ainda que você passe mais tempo no bar do que na biblioteca. A sociedade te vê como metido a priori, sua obrigação é mudar essa imagem. Da universidade também saem as histórias mais inusitadas e as lendas mais descaradas, a final, quando se junta loucos, pseudo-intelectuais, livros e álcool, tem-se o contexto propício para acontecer qualquer coisa.

Para quem está entrando, minha dica é fazer de tudo para não precisar trabalhar (emprego convencional) e estudar ao mesmo tempo, a época da universidade nunca voltará, e se voltar você estará mais velho e não terá o mesmo sabor. Cada um vive esse período de uma forma, alguns fazem da universidade a verdadeira babilônia, outros um caldeirão de efervescência intelectual, o que não se pode é fazer dela uma escola de 3º grau (uauu .. rimou!), é muito mais que isso. Boa sorte.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Nossa fábrica parou?


Não é a toa que dizem que Pelé é mais conhecido no mundo do que Jesus Cristo, a seleção com maior número de títulos mundiais da história representa a nação onde melhor se pratica esse esporte. Em matéria de futebol nós subvertemos as frases de efeito e podemos bater no peito e dizer “Nós ensinamos padre a rezar missa!”. Quem inventou foram os ingleses, mas o selo de qualidade verde e amarelo vale mais em qualquer recanto desse mundo.

Nada que foi exposto acima é novidade, no entanto, um tema que está sendo debatido recentemente é a crise de nosso futebol. A dúvida é se nossa fábrica parou ou se está apenas passando por uma fase de “manutenção”. Mais ou menos de 2006 pra cá o que se observa é uma total aridez no que diz respeito a surgimento de atletas de alto nível no Brasil, e os sintomas disso podem ser verificados em 3 pontos básicos: 1º Desempenho pífio da seleção; 2º “Invasão” de gringos em nossos clubes; 3º Inflação no mercado nacional.

Sobre a seleção, basta ver o que um dos melhores técnicos do Brasil está conseguindo fazer com ela, uma das piores campanhas da história. A escassez de novidades, atrelada ao aumento do poderio econômico dos clubes, está provocando um verdadeiro boom nos preços dos atletas. No momento, ser bom significa um salário de no mínimo 300 mil mensais. Quem acompanha o noticiário esportivo está presenciando com certeza a maior onda inflacionária da história de nosso mercado futebolístico. É um ótimo campo de estudo para economistas. Outro efeito do processo é a “invasão” de gringos, nunca se viu tantos estrangeiros em nosso país. Os clubes pressionados por suas torcidas para montarem elencos competitivos, acabam recorrendo a atletas principalmente da Argentina, Chile e Uruguai. Em meio a esse processo, os valores estão tomando dimensões tais, que a palavra “Caro” praticamente está em vias de extinção. Hoje o que importa é conseguir comprar, e a austeridade financeira dos clubes foi para as cucuias, até mesmo o comedido e requerido São Paulo está precisando abrir os cofres para contratar.

Ao ler o parágrafo anterior o leitor pode estar pensando em exagero de minha parte, que a crise não é tão “braba” assim. Vamos observar alguns fatos para mostrar que o momento é sim preocupante. Geralmente um time quando ganha um título de expressão apresenta um nome central, o destaque da competição. Na década de 80 Zico protagonizou as conquistas do Flamengo, Roberto Dinamite as do Vasco, Rivelino a do Flu. Mais recentemente, Robinho e Diego no Santos, Alex no Cruzeiro, Edmundo no Vasco, Kleberson no Atlético-PR, e por ai vai. No entanto, pegando os últimos 4 campeonatos brasileiros, veremos que não houve destaque nacional nos clubes campeões.

2008 – São Paulo Campeão – Desataque: Nenhum
2009 – Flamengo Campeão – Destaque: Petkovic (Gringo)
2010 – Fluminense Campeão – Destaque: Conca (Gringo)
2011 – Corinthians Campeão – Destaque: A Bola

Na Libertadores o cenário não se modifica muito, os 2 últimos campeões foram Inter e Santos, o clube da Vila ainda teve Neymar como destaque, um gato pingado frente à seca que assola nossa terrinha, o Inter ganhou a competição em 2010 com um time que se pode chamar de operário, outro que esteve longe de encher os olhos.

Só espero que a chuva volte a molhar nossa terra fértil, essas novelas sem protagonistas, ou com “galãs” pirateados, está me dando náuseas. Precisamos colocar essa fábrica pra trabalhar a todo vapor, e por os coadjuvantes natos em seus devidos lugares nas prateleiras.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O infinito do descompromisso da reflexão


Todo mundo já se fez a pergunta “Onde tudo começou?” Ateus ou crédulos, ninguém tem resposta para essa perguntinha escrota, que incomoda mais do que o oxiúrus¹. Muitas pessoas religiosas inclusive usam a criação do mundo como argumento para “bater” nos ateus, como se eles tivessem uma explicação para o surgimento de Deus. A respeito da criação (ou surgimento) estamos todos no mesmo barco, ninguém tem a resposta, e nunca terá.

Quando começo a pensar nesse assunto me dá uma inquietação, uma agonia, dá vontade de enlouquecer para não precisar mais pensar a esse respeito. Fica parecendo que é o limite da razão humana, como se a inteligência do homem fosse finita, existe resposta para tudo, menos para o ponto inicial. As coisas existem por quê? Por que eu existo? A lógica seria não existir nada, já que as coisas não podem surgir espontaneamente. Não se mate ainda, vou lhes apresentar uma teoria para essa pergunta, ou somente mais um motivo para você se matar, mas espere até o final.

Em um de meus descompromissados esforços mentais (e sem uso de drogas), cheguei a uma teoria que não ajuda em muita coisa, mas pelo menos é uma tentativa de conclusão. Na verdade o nada nunca existiu, o que chamam de vácuo não existe. Há uma energia infinita que a ciência ainda não detectou, que preenche todo o universo. Na verdade ela não preenche, porque preencher dá idéia de espaço (finito), essa energia é o tudo, e é o nada ao mesmo tempo, porque o tudo é o nada. Para chegar a esse raciocínio basta tirar da cabeça a idéia de nada, o nada é algo que não existe, foi um termo que inventaram, portanto se o nada não pode existir, não há porque pensar também na idéia de ponto inicial. Em vez de pensar “A existência não faz sentido”, deve-se pensar “A não existência não faz sentido”.

É uma loucura pensar nisso, e na verdade ao finalizar o texto começo a achar que não ajudei ninguém em nada (ou ninguém em tudo, já que o nada não existe). Mas é porque eu não tinha o que escrever, resolvi compartilhar essa masturbação mental.

Quem quiser aprender um pouquinho sobre vácuo, ai vai o link, alguma coisa útil eu precisava compartilhar hoje!

http://www.algosobre.com.br/fisica/vacuo.html

1 – Verme que causa a coceira no toba.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A era da frescura "intelectual"


Às vezes eu tenho que concordar, nem que seja parcialmente, com o jornalista escroto Rica Perrone, estamos na era do nhe nhe nhe, da frescura “intelectual” generalizada. Pessoas usam lutas que são sérias a priori, para uma espécie de sadomasoquismo vitimizador.

Vou contar uma historinha para vocês. Uma vez um sujeito estava sendo perseguido por um psicopata, o doente acompanhava seus passos e fazia ameaças, até o dia em que esse sujeito tomou coragem e reagiu, ameaçando também o maluco e seguindo seus passos para saber a melhor forma de se defender. O maníaco ao tomar conhecimento disso recuou e desistiu de perseguir o sujeito. Mas o sujeito na paranóia que estava continuou a perseguição ao psicopata, e sem perceber se transformou em um também.

Essa historinha pode ser abstraída para explicar o comportamento de um monte de gente que se diz discriminada e acaba perseguindo a discriminação. Torra minha paciência (por exemplo) feminista lunática que tem uma extrema “habilidade” de encontrar machismo em tudo e em todos. Toda vez que cito mulheres nesse blog as pessoas vem me chamar de machista (algumas), na ultima vez que isso aconteceu, fiz um texto sobre MODA, de caráter HUMORÍSTICO, falando que as mulheres deveriam se vestir para nós homens, e não para as amigas. Então veio o esquadrão feminista armado até os dentes soltando fogo pelas ventas: “Nós não temos que nos vestir para vocês!” É porque o homem se vestir para as mulheres é normal, mas mulher se vestir para os homens é estar se submetendo ao macho. A paranóia é tão grande que nem conseguem raciocinar antes de falar. Teve outros também, me chamaram de machista no texto “Multiplicador de Mulheres”. Eu sinceramente acho que tem gente que sentiria certa nostalgia se a discriminação acabasse, sério!

Escrevi um texto sobre a decadência do Axé Music e me disseram que a designação “Axé” é discriminação contra a música baiana, visto que as pessoas do sul/sudeste tentam reduzir a música baiana, que é muito diversa, em um estilo apenas. Quando um sujeito do sul então diz que Parangolé é Axé, ele está nos discriminando. Certo, acho que o rock é a música mais discriminada de todas, visto que só quem é desse campo sabe discernir os sub-estilos dentro do rock. Um jornalista chamar o Sepultura de Heavy Metal então é discriminação contra o rock e contra os ingleses. Aprenderam como funciona? Sulista, você tem obrigação de entender de música baiana, ok?

Estou de saco cheio desse tipo de gente, não sou psicólogo (Graças a Deus), não tenho obrigação nem aptidão pra realizar “implantes” de “mancômetro”. Mas como sou um cara gente boa, vou deixar uma dica de um filme que poderá ajudar, de um grande ator de comédia que ironicamente nessa produção não tenta fazer ninguém rir. Nem sempre estão tentando lhe “comediar” truta, pare de perseguir o que lhe persegue.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vestibular e a extinção do ensino médio


Vestibular: “Nunca vou passar!” disse o pessimista. “Não precisa estudar” disse o aspirante a Letras com Francês. “Tem que parar de beber e de namorar!” Vestibulando de medicina. “Minha mãe me inscreveu em administração” disse o adolescente sem rumo.

Dos 16 aos 18 anos, vestibular é uma palavra que soa mais tenso do que casamento para os homens que namoram há mais de 2 anos, sobretudo para os jovens de classe média, que são cobrados pelos resultados na provinha mais escrota de suas vidas. “Claro, eu investi nesse moleque a vida toda!” (Mãe). Perder significa para muitos uma big frustração, e cada vez que aquela tia gorda pergunta “Passou?”, é como enfiar o dedo com areia em sua ferida.

Muito se discute a respeito dos métodos de avaliação adotados nos vestibulares, realmente estão longe de serem os melhores, mas as circunstâncias não oferecem muitas alternativas. Alguns mesclam questões objetivas com subjetivas, o que é um avanço, mas ainda assim sempre será distorcida a avaliação do conhecimento. As questões são elaboradas muito mais para eliminar candidatos do que para avaliar, cheio de pegadinhas e alternativas bastante parecidas para confundir o candidato. Na redação, o candidato pisa muito mais os ovos do que escreve, com medo de dizer algo que o avaliador não irá gostar. No entanto, criticar esses métodos é um tanto complicado, porque para isso precisa-se propor um melhor dentro das viabilidades concretas e restrições orçamentárias. O que critico no vestibular não é a prova em si, mas a sombra que ela provoca no ensino médio, ou tem provocado.

O 3º ano nos colégios particulares foi extinto há muito tempo, o que existe hoje são cursinhos pré-vestibulares com caderneta e avaliação. Essas instituições fazem de tudo para atrair clientes, e o melhor método é a propaganda em aprovações nos vestibulares. Não questiono esses colégios, são instituições privadas que vivem de lucros e precisam concorrer com as demais, mas o governo precisa (ou precisaria) dar um basta nisso. A 1ª medida é proibir a adoção de módulos nos colégios, e voltar com os livros didáticos. Os módulos são extremamente compactados e não ensinam o assunto, ensinam a passar no vestibular, o que não cai não interessa. A segunda questão é proibir os professores de fazerem das provas do 3º ano mini vestibulares, quase um simulado com nota. As questões abertas são importantes na formação do aluno, não podem ser descartadas. Sem contar que o professor precisa elaborar questões também, para “impor” seu método de avaliação, e não ficar fazendo Ctrl C Ctrl V em questões de vestibular.

É preciso parar com essa mania que temos aqui no Brasil de adaptar a fase anterior à fase posterior, quando na verdade deveria ser o contrário. No curso de economia a tendência está sendo a mesma, estão adaptando a graduação à prova de seleção da pós, isso é bizarro. Ensino médio é ensino médio, pré-vestibular é pré-vestibular, quem quiser passar entre em um cursinho ou estude em casa, o que não se pode é comprometer o aprendizado em prol de uma prova escrota que só serve para definir quem entra e quem fica para a próxima.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sociedade do Consumo


Cada vez mais as pessoas desejam coisas diferentes, faz parte do ser humano querer sempre algo que não se tem, ou nunca experimentou na vida. Alguns pensam assim, eu prefiro pensar que nossa cultura nos tornou assim.

Não quero dar uma de monge tibetano, mas eu acho meio esquizofrênico certas taras que as pessoas tem em relação ao consumo. Pra mim o bem estar propiciado pelo consumo é proporcional à utilidade do mesmo, ou seja, consumo aquilo que tem alguma utilidade, e não aquilo que só serve para ostentar.

Muita gente trata com naturalidade certos tipos de aquisições que pra mim é puro luxo, tipo um sujeito que compra um carro (Sedan) de motor 2.2, pra que porra ele quer essa potência? Pra fazer pega nas rodovias? Pra mostrar para a sociedade: “Meu carro é foda e eu tenho grana pra abastecer ele!” Quem souber de outra serventia me diga por favor. Tem gente solteiro também comprando carros imensos, ou casas imensas, pra que uma pessoa que mora só quer uma casa com 3 banheiros? Que tara doida é essa?

Tem aquelas pessoas que gostam de consumir produtos de grife também, ele paga 50% do valor no produto e 50% na marca, para mostrar ao mundo “Eu consumo a marca X, vejam como eu tenho grana pessoal!” Querem fazer uma experiência? Coloca um produto de grife na prateleira e diz para o cliente: “Nós damos 10% de desconto se apagarmos a marca do produto e colocarmos uma etiqueta de uma marca ruim!” Ninguém compra! Qual a designação para uma pessoa que paga R$ 500,00 para escreverem um nome em uma roupa? Quem é o louco aqui? “Ah, mas roupa de grife tem qualidade!” Claro que tem, é obrigação ter, mas em 90% dos casos o preço não é justificado pela qualidade.

Nessa questão o sexo feminino precisa ser ressaltado, as mulheres adoram consumir coisas sem necessidade. Mulher comprando é como usuário de drogas, sempre tem uma desculpa, mas a gente sabe que é vício. “Comprei esse cachecol porque nunca se sabe né, vai que a temperatura cai aqui em Salvador!”

Jogadores de futebol que ganham 300 mil por mês, se ficam um mês sem receber entram no desespero, por quê? Porque arranjam um jeito de comprometer uma renda desse porte. Essa é nossa sociedade fútil, pessoas querem algo para mostrar às outras, e não porque é necessário ou útil ter. Se fomos encarar a realidade, veremos que uma família pequena, que possui uma renda de 6 mil por mês, pode viver folgada e bem, ter uma boa casa, um bom carro, plano de saúde, educação particular e viajar todas as férias, qualquer desejo acima disso é sintoma da esquizofrenia da cultura capitalista do consumo.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bens duráveis que não duram


Todo mundo sabe que os bens duráveis de hoje já não são tão duráveis como os de outrora, uma parte sabe que isso é proposital, outra parte ainda acha que as indústrias não conseguem mais fazer bens duráveis duráveis.

O tema de hoje é inspirado em minha geladeira, a qual tenho um xodó especial (mentira, não tive grana pra comprar uma nova) desde quando adquiri. É um refrigerador que não sei a marca (por respeito à ela não direi o motivo), e quando comprei já aparentava estar com um pé na cova, mas está há 6 anos comigo, agüentando firme, sem problemas de ordem técnica, só de estética. Coloquei o apelido dela de “menina sonsa”, porque quem vê não dá nada, mas agüenta um pau danado. Deve ter uns 30 anos de uso no mínimo, mas se deixar congela água até na parte de baixo. Porque as de hoje em dia pedem arrego antes de “soprar as velinhas”?

A resposta é bem clara: Dar rotatividade à indústria de bens de consumo duráveis, a final, nós que somos lisos e gostamos de gastar nossa grana comendo besteira na rua, não compraríamos uma TV nova se a nossa não pifasse. “Isso é uma conspiração do grande capital contra as classes oprimidas!” (Militante do PS**). Na verdade as classes oprimidas também comem desse pirão, o alto consumo desses bens provocado pela rápida depreciação dos mesmos, gera emprego e faz girar a roda da economia. Nesse sentido, em um sistema capitalista a alta depreciação dos bens duráveis é necessária. “Seu reacionário de merda! E as pessoas que não podem comprar uma TV a cada 5 anos?” O que tem a ver o c** com as calças? Má distribuição de renda não tem a ver com a dinâmica de produção da indústria, e sim com as políticas econômicas e sociais adotadas no país. Se os bens durassem 50 anos o povo não precisaria trocar sempre, mas também teria menos empregos, e a má distribuição de renda não seria resolvida.

Lendo isso a pessoa pode pensar: “Mas já que é por isso, então porque eles não fazem um produto que dure menos ainda? Tipo 2 anos?” Porque existe a concorrência, se fizerem isso vai aparecer uma concorrente esperta lançando um que dura mais, então isso é meio que um equilíbrio de interesses empresariais.

Então é isso, quando sua TV ou seu carro der pau, xingue por ser pobre e não poder comprar outro, mas não porque a indústria é escrota.

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Ando meio sem tema para escrever, quem quiser dar uma idéia de algum assunto polêmico, coloca nos comentários. Só não peçam pra eu falar mal das bandas coloridas please!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Mulheres, vistam-se para nós!


Mulher se veste para as outras mulheres, isso uma tautologia, ou melhor, na linguagem teen, #fato. Não é minha intenção aqui tentar compreender isso, porque seria desperdício de tempo, só queria lembrar a elas que os homens possuem um gosto, e eles reparam nas coisas que vocês vestem. Então aqui vão dicas de moda de quem gosta de mulher, às vezes é preciso lembrar que suas amigas não gostam de mulheres, nem seu cabeleleiro.

A primeira coisa (literalmente) que é preciso abominar de vez são os sapatinhos com lacinho na frente, aquela coisa bisonha, escabrosa e broxante. “Pesquisadores da universidade de Sidney constataram que o sapatinho com lacinho na frente hoje é o maior causador de impotência sexual.” É sério! Mulheres, vocês realmente gostam dessa tosqueira? Olha pra esse troço!



Outra coisa são aquelas calças que a parte que enfia o cinto é bem larga, essa é outra peça anti-tesônica. Eu não achei foto disso porque não sei o nome, só sei que é troncho. Saia ou calça, qualquer peça de baixo tem que estar abaixo do umbigo, a década de 80 já acabou faz tempo, favor dar um F5. Cinto largo ou com fivelão só serve mesmo para bater em assaltante, a idade média acabou, favor, F5.



Podem me bater se quiserem, mas maiô é uma peça feita para mulheres que não querem mostrar o corpo. Mas se o corpo é bonito, mostre muié, você não vai arder no mármore do inferno. Ninguém em sã consciência prefere ver isso ...



Em vez de ver isso!



Maiô é uma sunga esticada até o pescoço, só isso.

Tem também os óculos tipo Black Kamen Rider, que assassina qualquer mulher. Pegaram os óculos do Reginaldo Rossi, aumentaram e começaram a dizer que era bonito e o povo acreditou, foi assim que esse óculos virou febre.



A ultima dica é em relação à adaptação da roupa ao corpo. Mulher com corpo quadrado NÃO PODE usar calça, ok? Calça foi feita para as que tem a bunda redonda, quem tem corpo quadrado usa vestido, meus olhos agradecem. O mesmo vale para as magrinhas, se for uma magrinha torneada, pode a calça, se não, cai no vestido. “Ah, mas pra usar vestido sempre tem que ter dinheiro!” Eu não criei a indústria têxtil, não tenho nada a ver com isso. O vestido não é para esconder nada, é uma questão de adaptação, bom senso.

Bolsa, batom, esmalte, essas coisas não fazem diferença, qualquer um serve.

É isso moças, mulheres e senhoritas, essa é minha visão de moda feminina, simples e direta. Quem gostou compartilha nas redes sociais, quem não gostou fala mal do texto do facebook.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Balanço do Brasileirão 2011


Foi um campeonato muito disputado como sempre, o título mais uma vez foi decidido somente na ultima rodada, dessa vez somente 2 clubes chegaram lá com chances, Vasco e Corinthians. Vasco era a sensação do ano, depois de 10 anos de profunda crise e 3 anos após o rebaixamento, o time da colina montou um elenco forte, equilibrado, e entrou na competição cheio de gás após a conquista da Copa do Brasil. No entanto, como é bastante comum em qualquer conquista, o pós título do Vasco foi um tanto sonolento, as 5 rodadas posteriores ao triunfo foram ruins, com o clube conquistando somente uma vitória (1 vitória, 2 derrotas e 2 empates), e no final das contas o preço do desleixo foi caro e o time terminou a competição na “tradicional” posição de vice, para a alegria dos rivais.

O Corinthians que não tem nada a ver com isso começou a competição a mil por hora, as 10 primeiras rodadas foram avassaladoras, 8 vitórias e 2 empates, abrindo distância em relação aos demais e fazendo uma boa camada de gordura para queimar lá na frente. Essa gordura foi muito bem administrada e mesmo com uma equipe sem brilho o clube do Parque São Jorge levou o caneco, com todos os méritos. O Campeonato Brasileiro é uma maratona, ganha quem é mais regular.

Outra equipe que começou a competição com trajes de gala e pinta de campeão foi o Flamengo, tendo no elenco Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, uma espécie de Batman e Robin. A equipe disputou na ponta por um bom tempo, mas só para não perder o costume, entrou em crise e ficou 10 jogos sem vencer. Ameaçou uma arrancada perto do final, reacendendo as esperanças, mas a falta de banco e a má fase de nomes como Léo Moura e do Gaúcho pesaram, e o time teve de se contentar com a vaga na libertadores.

Outros 2 que ameaçaram o título corinthiano foram Botafogo e Fluminense. O 1º impulsionado principalmente por 2 contratações aparentemente discretas que acabaram vigando, Elkerson e Cortês. Chegou a disputar na ponta da tabela, mas próximo da reta final (como sempre) nuvens negras pairaram sobre General Severiano e o final da história foi a triste 9ª colocação. O Fluminense chegou a disputar o título até a 36ª rodada, mas a péssima campanha nos clássicos impediu que o time das Laranjeiras chegasse à reta final brigando, e o clube que recebeu a maior injeção de investimentos acabou na 3ª colocação.

A surpresa (ou ameaça de surpresa) da competição foi o Figueirense, que perto do final deu uma de coelho doido e chegou a colar nos líderes, mas o time não suportou o peso dos trajes de galã e “na hora do vamo ver” não conseguiu vencer nem o seu rival lanterna, acabou fora do G-5.

Lá em baixo, a areia movediça do Z-4 estava sedenta para afundar mais um grande, o Cruzeiro era a bola da vez. A arapuca foi armada, o Atlético-PR venceu o clássico da ultima rodada e iria afundar o azulão, mas o Galo manteve sua postura de fiel meretriz e foi sodomizado pelo rival em Sete Lagoas em uma goleada histórica. Mais um ano triste para o Galo, e o Z-4 terminou dando a velha raquetada e mandando de volta para a segundona mais um que estava ainda com as malas em punho, o América-MG, que afundou junto com Atlético-PR, Avaí e Ceará.