terça-feira, 19 de outubro de 2010

Aborto, uma concepção de vida!


Discutir legalização do aborto é algo complicado e polêmico, mas como adoro temas polêmicos, não poderia deixar de lançar minha opinião.

O discurso nesse aspecto tem tomado um caráter totalmente racional, frio, calculista, estão tentando excluir o juízo de valor da discussão sobre aborto, e isso eu acho inútil.

As discussões, sobretudo acadêmicas sobre legalização do aborto estão tratando o assunto como uma questão de saúde pública. Eu até concordo que a saúde pública deve ser pauta da discussão, mas não somente, não existe como excluir o juízo de valor desse tipo de discussão, é no mínimo uma forçação de barra esse discurso, é uma estratégia do pessoal que é favor da legalização, tentando tornar racional o discurso, apresentando dados sobre a mortalidade de mulheres pobres que fazem aborto de forma clandestina. Nesse sentido, o principal argumento desse pessoal é legalizar, para que as mulheres pobres possam fazer aborto de forma segura, já que legal ou não elas fazem do mesmo jeito.

Acontece que esse pensamento é equivocado, a lei tem uma capacidade imensa de transmitir valores para a sociedade. Basta observar o preconceito que a sociedade tem com as drogas ilegais, e a aceitação que tem com as drogas legais, ou seja, as opiniões sobre nossos posicionamentos tem forte influência da lei, do que é formalmente aceito. Nesse sentido, legalizar o aborto terá forte influência na forma pela qual as pessoas concebem o aborto, então as pessoas que são contra jamais concordarão com a legalização, mesmo sabendo que quem quer fazer faz mesmo sendo ilegal.

Não há como separar essa questão do juízo de valor, para quase todas as religiões o aborto é um assassinato, e nada, nenhum dado ou argumento fará esses religiosos aceitarem a legalização, porque seria como legalizar o assassinato. A biologia tenta arcar com a responsabilidade de conceituar a vida do ser humano, então o discurso utilizado é de que existe vida a partir do momento que existe cérebro. Esse é um critério igual a qualquer outro critério, eu posso muito bem dizer que a vida começa a partir do momento que existe coração batendo, ou que existe um zigoto, e eu não estaria menos correto que nenhum cientista. A final, o critério geral sobre a vida é de que existe vida a partir do momento que existe célula, ou seja, o critério sobre a existência de vida humana não está definido a priori, ao menos não do ponto de vista lógico da coisa (como é o caso do critério sobre existência de vida no geral).

Nesse sentido, acho inútil discutir aborto como uma questão de saúde pública apenas, e sendo uma questão que inevitavelmente perpassa sobre questões de valor, de concepção de vida, acho totalmente inútil discutir legalização do aborto. A meu ver o que precisa ser feito é um referendo sobre essa questão, é o mais justo, e representa a vontade da sociedade.

É isso, se leu clique em um dos marcadores ou comente, e se não concorda é importante que comente, pois é assim que se constrói o debate (se é que pode-se haver debate nessa discussão ... hehe).

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O advento da distribuição imaterial da música


Que o surgimento do formato MP3, e os posteriores derivados, como WMA, dentre outros, foram (e estão sendo) um marco em relação à produção e distribuição musical, isso todos nós sabemos e estamos cansados de ler e ouvir falar sobre o assunto. O que não sei se a maioria das pessoas pararam para refletir é sobre o que significa isso para a relação do artista com o fã.

O mundo está se tornando cada vez mais prático, rápido, dinâmico, hoje as pessoas não levantam mais para mudar o canal da TV, podem “fazer” uma pizza em um minuto, falar com qualquer pessoa de qualquer lugar a qualquer momento, etc. Dentre essas coisas, elas podem também agora obterem o álbum da banda ou músico que quiserem em 15 ou 20 minutos (ou até 5 a depender da conexão) através do download. As pessoas fazem isso automaticamente, sem notarem a distância que esse processo está estabelecendo entre fãs e artistas.

O álbum é a representação material de uma obra imaterial, nesse sentido ele passa a ser então uma representação simbólica da obra. O processo de desaparecimento da representação simbólica da música, a meu ver, teve inicio com o surgimento dos CDs, pois a partir daí surge a pirataria. O álbum pirata não produz o mesmo efeito simbólico que o original, pois o mesmo não cria uma identidade entre o fã e o artista, não é a produção do artista, é uma cópia vulgar, barata e transgressora, já que é contra a lei. Antes disso, na era dos discos de vinil, existia uma maior identificação do artista com seus fãns, não existia pirataria (não que eu saiba ao menos), as pessoas compravam os álbuns por um preço que não era banal (isso é importante), e assim estabeleciam uma relação mais forte com o artista, o álbum nesse caso seria o mediador dessa relação. O crítico de arte John Ruskin, defendia que a obra de arte é um bem de luxo, portanto não pode ser vendida a um preço banal, isso faz todo o sentido.

O álbum nesse sentido, faz parte do processo de apreciação (ou apreensão) musical, o indivíduo que compra um CD original, ele no primeiro momento olha a capa, depois a contra-capa, tira o encarte, olha as fotos, as letras, todo o trabalho artístico ali presente, além de estar contribuindo e participando oficialmente (estatisticamene) daquela produção. Então existe uma espécie de ritual para apreensão da obra, ele se sente parte do processo. O antigo fã dos Beatles exibia com orgulho sua coleção de discos da banda, era a representação materializada de sua relação com a mesma, da mesma forma que um fã de Shakespeare exibe com orgulho sua coleção de livros do autor. Com essa tecnologia do download, mais do que isso, com a cultura do download e da imaterialidade total da produção musical, fica mais fluida a mediação entre artista e fã, fica mais fluida a identificação entre ambos também, não consigo imaginar um fã exibindo com orgulho sua coleção de arquivos dos Beatles (ou qualquer que seja) em seu computador. Isso não o representa enquanto fã, porque além das obras serem imateriais, a aquisição da mesma foi de graça e extremamente fácil e rápida.

Nesse sentido, a imaterialidade da distribuição das obras musicais, contribuindo para sua banalização, tem efeitos positivos e negativos, positivos porque facilita a distribuição, isso não pode ser negado, mas negativos por tornar mais fluida a representação da obra e o valor que os fãns atribuem à mesma.

Fazendo uma analogia, transformar um álbum em um arquivo de MP3, seria como transformar uma carta de amor em uma conversa por telefone.

Se leu clique em um dos marcadores ou comente, please!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A Prostituição do profissional acadêmico


Se prostituir em uma profissão oriunda da academia nada mais é do que simplificar ou reduzir 4 ou 5 anos de estudo a assuntos banais ou vulgares. Geralmente é um processo promovido pela mídia, sobretudo a mídia sensacionalista. As profissões mais banalizadas são: Economista e psicólogo.

A cada 15 dias o Fantástico faz uma reportagem sobre economia doméstica, eles tentam mudar a abordagem, chegando até a colocar os filhos da família para comandarem o processo, mas no fim é sempre aquele mesmo tema massante. Ai sempre no fim da reportagem eles pegam tipo um doutor em economia pela UNICAMP para ensinar à família como economizar nos gastos domésticos. O economista acaba aceitando porque ele quer aparecer na “Plin Plin”, e a produção do programa quer ele lá para dar um ar de cientificidade (quase não consegui digitar essa palavra) na matéria, então fica esse pacto de mediocridade. Realmente existem algumas dicas que são importantes para se economizar nas despesas domésticas, mas 90% da economia não existe necessidade alguma de um terceiro para dar palpite, muito menos de um economista gabaritado. Economizar é simples, o problema é que as pessoas não querem mudar de padrão de vida e esperam que alguém lhe ofereça uma fórmula mágica para economizarem sem ônus nenhum. Quer economizar? Substitua o Nescal pelo Mágico; substitua o OMO pelo Ala; largue de ser preguiçoso e vá comprar pão naquela padaria mais longe que o pão é mais barato; pare de dormir com a TV ligada (o sleep time serve pra isso), é assim que se economiza. Enfim, eu morro de vergonha alheia quando vejo um economista com a calculadora na mão em uma reportagem do Fantástico, tentando inventar algo de novo na economia doméstica. No fundo ele sabe que é uma babaquice, mas ....

Com o psicólogo a sacanagem é ainda maior. Acontece muito dos programas pegarem um caso bizarro, tipo o do goleiro Bruno, e perguntarem a um psicólogo: “O que leva uma pessoa a fazer o que ele fez?” Nesse momento o alarme da vergonha alheia berra! Eu sinto vontade de desligar a TV, mas meu lado sádico me faz continuar ... hehe. O psicólogo sem saber o que falar, diz o que qualquer pessoa leiga fala: “Ele não soube lidar com a fama e o dinheiro” (só que ele fala isso de forma mais rebuscada para parecer menos ridículo). Mas é obvio que ele vai dizer isso! Ele não conhece Bruno, não acompanhou Bruno, não sabe como foi a infância de Bruno, nunca se quer conversou com o cara, querem que ele diga o que? Mas se ele aceitou estar se sujeitando a isso, não pode reclamar.

Outra coisa bizarra é colocar os psicólogos naqueles programas sensacionalistas tipo “Casos de Família”, nesse caso os níveis de vergonha alheia alcançam o clímax, é a verdadeira prostituição do profissional. Eles colocam um tema tipo “Minha filha(o) não quer trabalhar, o que eu faço?” Ai lá está uns 5 casos, filhos(as) e mães relatando seus casos, e claro, um(a) psicólogo(a) para orientar. A vergonha alheia já começa por haver uma pessoa naquele ambiente tentando levar aquilo tudo a sério (é muito cômico), sem falar da forçação de barra que é o psicólogo dando um diagnóstico dos casos ali, na hora, sem ter acompanhado ninguém, sem conhecer ninguém, enfim, mas o mais bizarro é realmente ele tentando transformar toda aquela palhaçada em algo sério.

OBS: A foto procurei no Google Imagens, essa foto é do Blog da Adriana Esteves, por isso tá esse site abaixo da foto, eu não tive saco pra tirar ele no Paint.

É isso, se você lembrou de outra profissão que é banalizada, comente. E se leu, clique em um dos marcadores abaixo ou comente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

6 coisas que não fazem sentido!



Ai estão 6 coisas que não fazem o menor sentido!

1 – Mulheres que pintam as unhas dos pés para calçar sapato: É um comportamento “inintendível” feminino, as mulheres vão pra uma festa a noite, ai durante o dia fazem as unhas dos pés, para depois irem à festa de sapato. Acho inclusive que isso pode refutar a teoria de que as mulheres se arrumam para as outras mulheres, acho que elas se arrumam para si mesmas, para se sentirem lindas e poderosas. É uma auto-consagração de sua beleza (isso foi forte).

2 – Vice: A existência do vice não faz o menor sentido, seja vice prefeito, vice governador, presidente, enfim ... A única utilidade do vice é assumir o cargo na falta do efetivo. Ou seja, quantos vices existem no Brasil, desde governadores, prefeitos, etc? O fato é que a sociedade gasta tufos de grana pagando esses caras pra absolutamente NADA. É uma questão de fácil resolução, basta, por exemplo, o presidente eleger um de seus ministros o vice, na ausência do presidente ele assumiria. No caso de prefeito, ele escolheria um de seus secretários, e assim também para governador. Até porque com o avanço dos meios de comunicação, pode-se delegar ordens e administrar mesmo a distância, o que reduz ainda mais a necessidade de alguém que substitua o efetivo.

3 – A Cultura do “pegar o resto da amiga”: Mais um comportamento feminino “inintendível”, e se apresenta de 2 formas opostas. Dentre as mulheres existe uma regra implícita em relação a relacionamentos afetivos. Se um cara fica com uma mulher e depois vai atrás da amiga dela, ela não ficará com ele porque segundo as mulheres ela estará pegando “o resto da amiga”. Da mesma forma se acontecer o contrário, se o cara levar um fora de uma mulher, na verdade ele está levando o fora de todas as suas amigas juntas também, pelo mesmo princípio de “não pegar o resto da amiga”. Tem lógica uma porra dessa??? Quer dizer que se o cara fica com uma desconhecida ou leva fora de uma desconhecida, a mulher não estará pegando o resto de ninguém, mas se for amiga é resto ... ai ai viu .... “Me deixe viu Varela!”

4 – Comprovante de depósito: Comprovante de depósito não serve pra porra nenhuma! Eu posso muito bem “depositar” R$ 1000,00 na conta de alguém e colocar o envelope vazio que sairá o comprovante de depósito constando que eu depositei os R$ 1000,00. Ou seja, na verdade o que comprova o depósito é o beneficiário confirmar o recebimento. Nesse sentido, para comprovar basta a pessoa informar ao beneficiário o horário do depósito e o valor, se bater com seu extrato, está confirmado. Então vamos ajudar a salvar nossas árvores, vamos fazer a campanha: DIGA NÃO AO COMPROVANTE DE DEPÓSITO!

“Colé vei, quer me fuder?”
(Maconheiro sobre a campanha)

"Acabar com os comprovantes de depósito é uma de nossas principais bandeiras"
(Marina Silva sobre a campanha)

5 – Papel Higiênico perfumado: É outra coisa que tento entender ... você já colocou desodorante com corpo suado? Fica aquele cheiro forte horroroso de perfume misturado com catinga não é? O mesmo princípio vale para papel higiênico perfumado. Pra que diabos a pessoa quer perfume no rabo? E quem acha que o perfume disfarça o mal cheiro da lixeira, está enganado, porque piora, fica aquele cheiro bizarro de merda perfumada. Portanto, papel higiênico perfumado não faz o menor sentido.

6 – Pedir a Deus depois do fato consumado: É uma mania que as pessoas tem de pedir a Deus ajuda depois que já não tem mais jeito, tipo: O sujeito faz uma prova e pede a Deus pra passar. Porra! Tu quer que Deus faça o que? Que ele faça com que o professor fique tonto na hora da correção e não perceba seus erros? Ou que ele faça uma mágica e mude o que está escrito na prova? É no mínimo uma sacanagem com Deus! Quando uma pessoa pede isso a ele acho que ele sente vontade de rumar um raio na cabeça dessa pessoa.
Portanto, se você quer ajuda de Deus, peça antes do fato estar consumado, para que ele possa te ajudar, no caso da prova, peça ajuda antes de fazer a prova.

Se você também percebeu alguma coisa no mundo que não faz sentido, poste nos comentários, e já sabe, se leu comente ou clique em um dos marcadores abaixo!

sábado, 25 de setembro de 2010

Teoria da Conspiração


Teoria da conspiração nada mais é do que toda teoria que defende que está havendo, vai haver, ou houve alguma conspiração de uma classe, grupo, país, etc, sobre outra coisa ou sobre a humanidade. Exemplo: Jesus Cristo nunca existiu.

As teorias da conspiração se apresentam principalmente sob do formato de documentário, na maioria das vezes bem produzido, intrigante e convincente.

Antes de proseguir gostaria de falar sobre a história. O que é a história? A história é um emaranhado de fatos oriundos de um emaranhado de causas, não é linear, não é contínua. Por exemplo, aprendemos sobre o rompimento com a sociedade feudal de forma datada: "O feudalismo durou até por volta do século XVI", no entanto, resquícios de feudalismo continuaram existindo em algumas regiões até o século XX, e resquícios esses que continuaram por causas particulares. A forma pela qual os historiados tratam a história, é encadeada e seletiva, ou seja, os fatos são encadeados e selecionados em uma linha lógica, para que haja viabilidade metodológica de se estudar algo. É claro que um historiador sério faz isso da forma menos redutora possível. Nesse sentido, se existe algo passível de manipulação é a história.

Ao longo de minha vida tive a oportunidade de assistir alguns documentarios de teoria da conspiração, o principal deles foi o chamado Zeitgeist. Esse documentário é dividido em 3 partes: A 1ª defendendo a teoria de que Jesus Cristo nunca existiu, outra que o 11 de Setembro foi armação norte americana, e a ultima sobre diversas conspirações da história da humanidade. Quando assisti a 1ª parte pensei: "Caralhoooo, Jesus não existiu!!". Um tempo depois um grupo de estudiosos cristãos fez o Zeitgeist Refutado, quando assisti esse pensei: "Bando de fí duma égua esses caras que fizeram o Zeitgeist!!"

Na verdade o que ocorre é que os produtores que constroem esses documentários nada mais são do que "Advogados da História", ou seja, praticam um reducionismo absurdo, selecionam apenas os fatos que são convenientes para o que eles querem provar, encadeiam esses fatos em uma sequência enviesada (convenientemente) e mostram para o público já com tudo "empacotadinho".
O resultado é um monte de gente vendo esses documentários e acreditando na teoria que eles defendem logo de primeira. Acho importante a discussão em torno das teorias da conspiração, mas a forma pela qual eles vêm sendo apresentados é rasteira e bastante tendenciosa, ao menos os que já vi.

Dessa forma, minha dica é: Assistam os documentários de teoria da conspiração, seja sobre ETs, 11 de Setembro, enfim ... mas sempre com um pé e meio atrás, qualquer que seja!

E como de praxe ... se você leu, clique em um dos marcadores ou comente, please!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pessoas Radicais .... Porque?


O que são pessoas radicais? Pessoas radicais são aquelas pessoas extremistas, chatas, bitoladas, inflexíveis ... enfim, mas por que existem pessoas assim?

O radicalismo na verdade nada mais é do que uma válvula de escape para problemas pessoais referentes a frustrações PRINCIPALMENTE. Para constatar isso basta observar o seguinte: Você (sim, você que está lendo) conhece alguma pessoa expansiva, de bem com a vida, tranqüila, que tenha algum posicionamento radical? Eu não conheço!

Mas quando eu falo de frustrações, me refiro de forma bastante natural, e não de forma pejorativa. Acredito que grande parte das pessoas tem ou teve algum tipo de frustração, isso não é coisa de gente fraca, idiota ou invejosa, faz parte da vida, o problema é a forma pela qual as pessoas lidam com essas frustrações.

Existem pessoas que internalizam frustrações, outras externalizam, e a forma pela qual elas externalizam também adquire várias formas, e uma delas é o posicionamento radical em algum campo da vida. Nesse sentido, constantemente vemos pessoas com esse tipo de comportamento lastimável em vários setores.

A pessoa se torna radical porque ela foca demasiadamente em um campo específico, seja política, religião, música, etc. Ela converte quase todo seu tempo e suas energias para pensar e se dedicar a esse campo apenas, e esse é um comportamento típico de fuga, pessoas que querem fugir de si mesmas, fugir de algum problema ou de algo que lhe incomoda em sua vida. Elas focam de forma exacerbada nesse campo específico para preencher um vazio que existe dentro de si.

É nesse sentido que surgem comportamentos extremistas em vários setores da vida, na política por exemplo, vemos militantes de movimento negro “procurando” racismo em tudo e em todos, daí surgem lutas totalmente sem sentido, como excluir o termo “esclarecer” do dicionário, alegando ser um termo racista (se você acha que sou racista por discordar disso, seu caso é sério). Na religião, tem aquelas pessoas que não conseguem conversar em algo que não seja sobre religião (a sua religião, no caso), são pessoas que incomodam, enfiam religião em qualquer assunto.

Em minha vida já tive oportunidade de constatar vários casos, pessoas que adotaram posicionamentos extremistas depois de perder um ente querido; por não aceitarem sua orientação sexual; por não aceitarem sua realidade financeira; por terem problemas de relacionamento social, etc. Como eu havia dito, não passa de uma fuga, de uma válvula de escape.

Escrevi esse texto não no sentido de atacar essas pessoas, mas sim para uma reflexão nesse sentido, talvez reconhecendo ou identificando a origem de comportamentos extremistas, algumas pessoas tentem mudar.

OBS: Algumas pessoas estão tendo dificuldade de entender o caráter de meus textos. Antes de lerem olhem para o título do blog, e verão que não se trata de algo acadêmico ou jornalístico, portanto, não necessita de fundamentação teórica, sempre estou partindo apenas de minhas observações e reflexões, ok?
E para os que tem dificuldade de captar o teor dos textos, esse texto apesar de não ser científico, é um texto sério, diferente do anterior que foi algo mais descontraído.

E se você leu, clique em um dos marcadores abaixo ou comente algo, se não eu nunca vou saber se alguém está lendo, ok?

sábado, 18 de setembro de 2010

A teoria da evolução dos óvulos


Esse é um ensaio, um prelúdio para uma teoria que poderá revolucionar a Biologia.

Durante minhas observações do cotidiano venho observando que existe uma evolução estética feminina à medida que aumenta o número de descendentes desse gênero pelos mesmos progenitores. Traduzindo, as filhas mais novas são mais bonitas que as mais velhas. É intrigante, mas é um fato que ocorre em pelo menos 80% dos casos. Acho que inclusive é um processo que pode ocorrer no caso masculino, mas não sou a pessoa mais indicada pra falar isso.

Observem a seu redor, as filhas mais novas quase sempre são mais bonitas que as mais velhas, e no caso de 3 filhas, existe uma evolução gradativa, é algo impressionante! E ainda nos casos nos quais as mais novas não são mais bonitas, elas também não são mais feias.
Minha teoria é de que existe uma evolução dos óvulos femininos após cada fecundação dos gametas X (espermatozóide) com X (óvulo). Ou seja, cada vez que há esse tipo de fecundação, os próximos óvulos liberados* serão de melhor qualidade, e assim sucessivamente.

Nesse sentido, acho que poderia haver políticas afirmativas do governo para aumentar o número de mulheres bonitas no mundo, o governo poderia oferecer incentivos financeiros para casais que já tem em uma ou mais filhas, terem outra filha através de inseminação artificial, onde pode-se selecionar um gameta X para fecundação. Assim o índice de bem estar social elevaria vertiginosamente, e sem precisar de grandes investimentos.

ATENÇÂO: Crianças, não escrevam isso na prova de biologia!

OBS: Se você leu e pensou: "Que texto machista!" Meu próximo texto será sobre pessoas como você.

Se você leu o texto, marque em algum desses marcadores que estão abaixo, ou escreva um comentário, nem que seja algo do tipo “Oi, eu li”, só para eu ter noção da quantidade de pessoas que estão lendo, ok?

* Palavra modificada depois da contribuição do colega anônimo

sábado, 11 de setembro de 2010

Jeitinho Brasileiro é o Caralho!


Jeitinho brasileiro ... um nome mais confortável para designar práticas desonestas e oportunistas.
Esse não é um texto para relativizar valores culturais, se você acha que todos os valores culturais por si só não estão passíveis de julgamento, nem termine de ler, até porque acho bizarro gente que usa a cultura como carta coringa para justificar qualquer coisa.
Eu não sei quais foram as causalidades do processo de formação dessa cultura aqui nesse país, só sei que me entristece (de verdade) observar nossos valores nesse aspecto. Vivemos em um país onde o batedor de carteira é linchado, mas pessoas que usam o telefone da empresa para fazer ligações particulares são encaradas com a maior naturalidade do mundo.
Certa vez um professor meu disse a seguinte frase: “Lá fora falam que aqui é o país do jeitinho, mas quem disse que o jeitinho não pode ser o caminho para o desenvolvimento?” Acho que todo mundo uma vez na vida já disse uma bobagem, essa foi a vez dele. Para mim, práticas desonestas nunca ajudarão em nada em hipótese alguma, e aqui no Brasil a maneira pela qual a sociedade julga os graus de desonestidade é um absurdo. O indivíduo que faz um assalto, levando R$ 200,00 da vítima, é um marginal, merece cadeia e linchamento. Mas se a empresa em que ele trabalha deposita R$ 200,00 a mais em sua conta por um erro do sistema, ele fica com a grana, não fez nada de mais, inclusive se devolver ainda é chamado de otário.
Os políticos no Brasil são corruptos porque a sociedade é corrupta, as pessoas tendem a separar os políticos da sociedade no geral, parecendo que existe uma sociedade dos políticos. Mas não existe separação, a pessoa que chama um deputado de ladrão, é a mesma que rouba sua empresa, rouba o estado, só que em proporções menores, ela vai até onde seu braço alcança. Nesse sentido, fazer ligações particulares na empresa em que trabalha; não devolver dinheiro que chegou até você de forma equivocada; burlar telefone público para fazer ligações sem cartão; fazer gato de energia diretamente do poste; roubar sinal de TV por assinatura, etc, são práticas tão criminosas quanto bater carteira. Mas para nossa cultura desonesta não, são coisas normais, muitos nem consideram crime. É por causa disso que aqui deputado corrupto vai para o programa do Jô dar entrevista, e de quebra dá uma canjinha para a platéia, enquanto batedor de carteira é um vaga-bundo, marginal, e não merece respeito nem de um cachorro.
Não estou me colocando na posição de “exemplo a ser seguido”, mas ao menos sou uma pessoa que se esforça para se libertar desses valores distorcidos. Às vezes me espanta muito ver pessoas até militantes, que se dizem politizadas, acharem normal cometer delitos contra o estado, pessoas que acham que não devolver um dinheiro do estado que entrou equivocadamente em sua conta é algo normal. Eu não sei pra que porra é que um indivíduo desse ainda faz militância! Essa é a hipocrisia de nossa sociedade, as pessoas adoram apontar para os erros de quem tá lá em cima, mas fazem a mesma coisa cá “em baixo”.
Esse é um grave problema da sociedade brasileira, que é conhecida mundialmente como um povo desonesto, um povo que tem uma tendência forte a burlar regras em benefício próprio. Esse é um dos aspectos que precisa ser mudado em nossa sociedade se ela amanhã quiser estar em um patamar melhor no desenvolvimento social . Não dá para romper com a estrutura se o povo no fundo quer manipular a estrutura a seu favor.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Futebol ... Futebol ... Futebol ... Por que?


Texto indicado principalmente para mulheres que não gostam de futebol. Importante inclusive para tratamento de terapia de casal.

Futebol ... porque esse esporte é tão popular e atrativo, não só aqui como em outros países como Argentina e Espanha? Talvez o esporte mais popular do mundo inclusive. Abaixo faço uma análise das características do esporte.

O futebol é popular e tão cativante basicamente por 6 motivos, quando comparado com outros esportes:

1º Rara pontuação. Diferentemente do basquete, vôlei, tênis, etc, no futebol a pontuação ocorre eu momentos raros durante uma partida, tornando o esporte mais atrativo.

2º Imprevisibilidade dos resultados. A rara pontuação faz com que os resultados sejam mais imprevistos, pois regularidade (jogar bem) nem sempre se traduz em pontos, diferente da grande maioria dos esportes, nos quais zebras são muito raras pela freqüência maior de pontuação. Tipo ... o Fluminense de Feira pode ganhar do Corinthians, ou Santos, etc, mas é inconcebível que o time de basquete daqui de Feira vença o Flamengo.

3º Regras muito passíveis de interpretação. Muitas das regras estão vulneráveis à interpretação da arbitragem. Por exemplo: Qual a diferença entre empurrão de corpo legal ou faltoso? Cada árbitro tem seus próprios critérios. Isso gera polêmica, discussões após a partida, o que ajuda a promover o esporte.

4º Tamanho das arenas onde ocorrem a competição. Esse é um fator que também contribui, comportando maior número de público para apreciar o espetáculo.

5º Grande liberdade de improvisações. Na minha opinião esse e o primeiro tópico são os principais. O futebol permite que os jogadores tenham liberdade para improvisar em cima do esquema tático treinado previamente. Ou seja, se o jogador resolve driblar e chutar de fora da área, isso não estava previsto taticamente. (apesar de hoje em dia as improvisações estarem se tornando cada vez mais raras). Imagine a liberdade de improvisação no automobilismo, um piloto está restrito à capacidade de seu carro, sua liberdade é bastante restrita. E no vôlei? Um jogador não pode defender, levantar e cortar a bola, ou seja, a dependência em relação ao conjunto é muito grande.

6º Flexibilidade tática. No futebol essa flexibilidade é grande, se o time precisa da vitória muito mais que seu adversário, o técnico pode armar a equipe bastante ofensiva, e isso pode ser feito de várias formas: Pode-se aumentar o número de atacantes em detrimento no número de marcadores; trocar um meia defensivo por um ofensivo; colocar um zagueiro a mais e liberar os laterais, enfim, diversas são as maneiras. Essa variação tática pode ocorrer inclusive durante as partidas. Em outros esportes essa variação é menos flexível, no vôlei o técnico pode aumentar o tamanho dos homens de rede para melhorar o bloqueio, ou forçar o saque caso esteja muito atrás do placar, mas não há muito o que se modificar em termos de postura da equipe em quadra.

Esses são os principais motivos para o futebol ser tão popular e tão atrativo. Talvez essa explicação ajude a certas pessoas entenderem porque nós xingamos , damos soco na mesa, e ficamos de 24 a 48 horas de TPD (Tensão pós Derrota) quando nosso time perde.