Os baianos sofrem historicamente com o estereótipo de preguiçoso. A resposta dos baianos nesse sentido, sempre visa tentar provar o contrário. A perspectiva desse vídeo é colocar um ponto final nessa "discussão", tirando a carga moral desse tema.
terça-feira, 13 de setembro de 2016
domingo, 4 de setembro de 2016
Governo Temer e a crise econômica: Onde está o bônus da mudança?
Michel Temer, desde Maio, é o presidente em exercício. Até o momento, o novo presidente está na contramão do processo de ajuste fiscal, e a perspectiva é resolver o desemprego através da flexibilização da CLT. Onde está o bônus da mudança de governo?
sábado, 3 de setembro de 2016
Headbangers, parem de se sentir superiores!
Os Headbangers tem um comportamento típico de acreditar que possuem um gosto musical mais refinado, se sentindo no direito de criticar o gosto alheio. Isso é coerente?
domingo, 28 de agosto de 2016
Existe um novo horizonte para nosso futebol!!
A Lei Pelé é normalmente apontada como a principal causa da crise criativa de nosso futebol. Como está o cenário jurídico nesse aspecto? O que precisa mudar no futebol brasileiro para que o mesmo volte a ser respeitado?
sábado, 27 de agosto de 2016
Anarcocapitalismo seria a solução?
O pensamento liberal tem ganhado força nos últimos anos por conta de quatro motivos principais:
1 - Suposta neutralidade ideológica
2 - Políticas verdadeiramente liberais nunca foram testadas
3 - Exaltação do individual em detrimento do social
4 - É mais fácil buscar soluções através de "receitas de bolo"
Nesse vídeo, abordo alguns pontos falhos do pensamento liberal radical.
1 - Suposta neutralidade ideológica
2 - Políticas verdadeiramente liberais nunca foram testadas
3 - Exaltação do individual em detrimento do social
4 - É mais fácil buscar soluções através de "receitas de bolo"
Nesse vídeo, abordo alguns pontos falhos do pensamento liberal radical.
O que é música comercial? Esse conceito é abordado da maneira correta?
O adjetivo "comercial" é utilizado de maneira errada pela sociedade quando trata-se de música, ou outros tipos de arte. O intuito desse vídeo é fazer uma reflexão sobre esse tema, mostrando o funcionamento dos distintos campos de produção musical.
domingo, 2 de agosto de 2015
Pois ser feliz não basta ....
Não é novidade alguma que o
ser humano gosta de se exibir, se firmar, se diferenciar. Cada um faz isso de
determinado modo, em determinado grau. A peculiaridade é que antes da internet
o raio de impacto do marketing pessoal era menor. Com o facebook, é como se
tivessem acionado o turbo do exibicionismo. Agora todos tem uma vitrine.
Quem nunca se deparou com
uma situação do tipo: A pessoa posta mensagens de amor; fotos do casal e
declarações, todos os dias e, de repente, o namoro acaba. Acho que a maioria já
viu uma situação dessa. O que tem de relacionamento conturbado ganhando
contornos de conto de fadas no face não está no gibi.
Existem coisas que parecem
normais nas redes sociais, mas não são. A principal delas é a declaração de
amor explícita. Quem faz declaração de amor explícita no facebook, na verdade
quer exibir para a sociedade (amigos) o quanto é feliz. Ser feliz não basta,
alguém precisa saber. Se acha que é exagero da minha parte, então escreva nos
comentários qualquer outro motivo plausível para se fazer algo do tipo.
O Facebook é uma vitrine
legitimada. Ninguém num almoço entre amigos, pede a palavra para fazer uma
declaração de amor, do nada. Mas no face ....
A moda que representou o
clímax do exibicionismo foi a selfie depois do ato sexual. Acredito que depois
dessa Deus pensou em substituir a raça humana por outra coisa.
Além da exibição de
relacionamentos felizes, as pessoas gostam de mostrar também seu poder de
consumo. Tudo isso faz parte da disputa por uma boa posição no ranking da
felicidade, que acontece diariamente no facebook.
Qual o limite entre o
simples desejo de compartilhar uma foto e a vontade de se exibir? Não existe um
método, mas a gente sabe pelo modo, frequência, legenda, e por ai vai. Está nas
entrelinhas.
Acredito que 99,99% dos
seres humanos sentem em algum grau necessidade de se exibir. Mas isso precisa
ser dosado. Do contrário, corre-se o risco de se dar mais valor à embalagem do
que ao produto, ou seja, de se empenhar mais na propaganda do que na construção
de uma boa realidade. Isso é um problema.
Se você sente necessidade de
mostrar felicidade, significa que a mesma só se concretiza quando você exibe. Você
não é feliz com sua vida, sua felicidade vem da comparação com a vida alheia,
de fazer os outros desejarem o que você tem, ou o que você é.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Redução da maioridade para além do Fla X Flu
A discussão em torno desse
tema, como tantos outros, caiu em briga de torcida. Se você é a favor da
redução, significa que você é racista, reacionário, tucano e leitor da Veja. Se é contra, significa que é ponderado,
inteligente e tem consciência social. O velho Fla X Flu que tem norteado quase
todas as discussões polêmicas. Em que time você está?
Se for para assumir mesmo um
time, eu recomendo o time dos que são contra. Nas redes sociais, uma fórmula
simples e rápida para pagar de cult e bacana, é ser contra tudo aquilo que a
Veja e a Globo são a favor. Sério, funciona. É um macete para aqueles que não
conseguem elaborar uma opinião própria.
A verdade é que sendo contra
ou a favor, estatisticamente, o texto aprovado terá o mesmo impacto de
adicionar um copo d’água numa piscina. Vamos analisar quais os principais
argumentos contra a redução.
1 – O único efeito da
redução é lotar ainda mais os presídios.
Esse é o argumento mais
estapafúrdio de todos. Vou usar o homicídio (que é o crime hediondo mais comum)
como exemplo. Estatísticas mostram que 90% dos homicídios no Brasil não são
solucionados. Isso mesmo que você leu: 90%. Dos 10% restantes, qual parcela
representa os jovens entre 16 e 17 anos? O número é irrisório e não tem
relevância estatística. Não vai haver acréscimo de detentos de forma
representativa.
2 – Não soluciona o problema
da violência.
Alguém disse que soluciona?
Eu não li nenhum texto e não ouvi ninguém dizer que a medida ajudará a resolver
o problema da violência. Esse argumento na verdade é um espantalho criado para se
ter no que bater.
3 – Com a redução, o estado
não estará fazendo justiça, estará se vingando do jovem.
Talvez. Assim como o estado “se
vinga” de pessoas maiores de 18 anos em quase todos os lugares do mundo. Vamos
acabar com as prisões então? Não é uma ironia, eu não tenho conhecimento
suficiente para avaliar se o fim do sistema prisional tradicional traria
benefícios. Mas você não pode achar que a vingança do estado só é ruim até 18
anos, e a partir de 18 a vingança passa a ser positiva. Isso é completamente
absurdo. Se quer usar isso como argumento, defenda o fim desse sistema
prisional como um todo. Mas por favor, faça isso com argumentos robustos.
4 – Só vai servir para
prender preto e pobre.
Nesse caso, o problema está
na corrupção da polícia e no racismo, mas não na lei. É a velha história de
vender a cama para tentar impedir a esposa de trair. É outro argumento sem
cabimento, ainda mais tendo em vista a estatística que apresentei no 1º ponto.
5 – As penitenciárias são
verdadeiras universidades do crime.
Você acredita mesmo que
aquele que já matou ou estuprou, precisa aprender algo? Mas vamos forçar a
barra e supor que eles vão piorar na prisão. Nesse caso, voltemos ao 1º ponto
onde mostro que a estatística é irrisória.
Como verificamos, os
argumentos mais comuns contra a redução são demasiadamente frágeis. Eu consigo
entender o indivíduo ser contra a redução, o que não dá para entender é a
revolta, como se o impacto fosse devastador. A culpa disso é o pensamento
enlatado nas redes sociais. Opiniões são como time de futebol: “Eu faço parte
da turma do não”; “Faço parte da turma do sim”. O debate é nesse nível. As
pessoas se expõem usando argumentos completamente absurdos.
A redução da maioridade tem APENAS
2 funções: Punir e tirar o criminoso de circulação.
É uma política conservadora,
que busca combater o crime da maneira mais simples, tirando de circulação por
um longo período aqueles que representam ameaça à sociedade. Quanto à
eficiência desse tipo de política, já li artigos mostrando que o método
tradicional é o mais eficiente, mas existem estudos que questionam essa
concepção. Acontece que isso é outro debate, que transborda a questão da
maioridade penal.
Saia da sua torcida
organizada e trate os temas com seriedade.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Preconceito científico com a etiqueta da liberdade de pensamento. Cuidado!
Durante minha vida acadêmica
tive um contato forte com a parte mais subjetiva da ciência humana, sobretudo
quando mudei de área e fiz mestrado em ciências sociais. Nesse percurso, pude
notar um discurso pedante e de certa forma ingênuo por parte dos profissionais
da ciência social. Esse discurso não traria maiores prejuízos
para a sociedade se seus desdobramentos não ultrapassassem os limites da
academia. Mas infelizmente, tem servido de subsídio para doutrinar concepções a respeito de certos fenômenos.
Implicitamente ou
explicitamente, antropólogos e sociólogos de modo geral tem uma tendência forte
em subestimar, ou até mesmo idiotizar, pesquisas biológicas a respeito do
comportamento humano. É um comportamento egocêntrico e ignorante. Na maioria
das vezes não é um posicionamento assumido, mas fica muito claro nos discursos
proferidos. “A sociedade explica o comportamento humano”. Esse é o mantra da
ciência social. Qualquer opinião baseada em estudos biológicos é rechaçada, e
até mesmo ironizada.
Esse tipo de discurso é
simplório e não passa de preconceito científico, muitas vezes forjado de liberdade de pensamento. Até certo ponto é
compreensível, mas ao mesmo tempo, bastante perigoso. Existem ideologias que
estão sendo alimentadas por esse discurso revanchista contra a ciência natural.
O feminismo é um exemplo claro. Experimente dizer a qualquer feminista que
determinado comportamento de gênero pode ser explicado por diferenças
hormonais, por exemplo. Acontece que pesquisas sérias mostram que diferenças hormonais
podem explicar comportamentos de gênero distintos. Além do fator hormonal, a
constituição cerebral é outro elemento importante. Rechaçar esse tipo de
pesquisa é preconceito científico.
Eu tenho pena do biólogo que
resolver publicar algum artigo tratando de diferenças comportamentais entre
raças diferentes. Coitado! A depender da constatação da sua pesquisa, a reação será
trágica.
A ciência social não é
neutra, a própria escolha do objeto de pesquisa está imbuída de valores. Toda
pesquisa sociológica é também reducionista, pela própria natureza da ciência.
Porém, o que noto é que os cientistas naturais tem uma facilidade maior em
aceitar explicações sociológicas, do que o contrário. Existe uma aversão à
ciência natural que precisa ser superada. Isso é irônico, pois a turma das
ciências sociais é justamente aquela que se auto intitula “aberta”, “progressista”,
etc. Na prática, muitas vezes se comportam como cientistas enclausurados, que
querem impor limites à ciência, com o chicote da ideologia na mão.
Como cientista, estou aberto
para a diversidade de possibilidades e explicações, e gostaria que todos
estivessem. Sou ignorante em matéria de genética e, de modo geral, sei muito
pouco a respeito de pesquisas biológicas sobre comportamento humano. Gostaria
que todos os cientistas sociais tivessem a humildade de admitir que não
conseguem explicar o comportamento humano em sua totalidade, pois ninguém é
capaz de explicar. Mas isso está longe de acontecer, e Weber se debate no
túmulo.
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