terça-feira, 21 de junho de 2011

Drogas ... como discutir legalização?


Acho que o tema da legalização ou descriminalização das drogas ainda é tratado de forma extremamente vulgar, ao menos no Brasil. As pessoas que são contra geralmente tratam as drogas (as ilegais) como causa relevante da perversão do mundo, legalizar seria a destruição da moral, e para alguns seria até a vitória do capeta. Para os que são a favor a única coisa que visam é a liberdade do ser humano como princípio, normalmente opinam em causa própria, na grande maioria são usuários.

É importante lembrar que vivemos em sociedade, e uma sociedade capitalista regida por uma burocracia estatal, então a coisa precisa ser discutida de maneira menos simplista. A questão não é tão fácil quanto parece, eu gostaria de ter o direito de não usar cinto de segurança por exemplo, na ótica da liberdade seria errado eu ser punido por algo que só pode afetar a mim mesmo, não é verdade? Acontece que o estado gasta tufos de dinheiro em acidentes de trânsito através do serviço do SUS principalmente, e para reduzir esse gasto precisa punir quem põe em risco sua integridade física. Em relação às drogas isso é algo que precisa ser posto em pauta, descriminalizando drogas perigosas como cocaína, êsctasy e LSD, o consumo iria aumentar inevitavelmente pelo impacto moral que transmite a lei, nesse sentido, o estado poderia bancar um aumento no gasto para o tratamento de pessoas com overdose ou qualquer outro problema oriundo dessas drogas? Quanto seria esse aumento do gasto? Outra pergunta é: O estado deve bancar esse tratamento?

Nessa questão do gasto do estado a discussão entre legalizar ou descriminalizar faz grade diferença, já que legalizando o estado poderia arrecadar impostos com essas drogas, aumentando sua receita, descriminalizando não. Acontece que o estado não pode legalizar algo do nada, sem preparar a sociedade para os efeitos disso. Tenho certeza que a maioria das pessoas não tem noção dos efeitos das drogas no organismo. Certo dia vi dados sobre o nível de informação das pessoas sobre AIDS aqui no Brasil e fiquei surpreso pela quantidade de pessoas que não tem noção sobre a doença, em relação às drogas não é diferente com certeza. Então antes de mais nada, o estado precisa preparar a sociedade para isso, e com a disparidade social que temos aqui, fazer com que essa informação chegue a todos com o mesmo nível de absorção seria algo muito complicado.

Do outro lado tem o pessoal que abomina qualquer perspectiva de legalização, não vamos esquecer que o álcool mata e é legal, assim como o cigarro, precisamos ser mais racionais pra analisar assuntos polêmicos. A questão é saber se nosso estado pode fazer a manobra da formalização dessa atividade de maneira qualitativa, em caso de legalização, e se em caso de descriminalização pode arcar com o ônus financeiro do processo. Além dessas, outras questões entram em pauta, como a capacidade do estado de por em prática a legislação, como no caso da venda de bebidas para menores que é proibida só no papel aqui, e também discutir se a legalização acabaria com o tráfico. Mas o texto ficaria grande se tudo de pertinente fosse discutido, fica para o leitor acrescentar algo ou não.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Destino existe?


Será que existe destino? Existem fatos que vão acontecer independente do que você faça? Ou fatos que tendem a acontecer, e acontecerão caso você não faça nada para impedir?

Eu acho que a maioria das pessoas acredita em destino mesmo que inconscientemente. Tipo ... tem gente que fala que destino não existe, mas costuma usar a expressão “Hoje não era dia!”, ou “Não era pra ser!”. Como assim? Essas expressões nada mais são do que indicação de um destino, algo desconhecido que conduz os fatos para um ponto, ou um caminho.

Pra mim quem acha que os acontecimentos são sempre 100% aleatórios são pessoas com certa dose de intransigência (muitas vezes ligado ao ateísmo), pessoas de mente fechada. Todos os dias vemos coisas impressionantes acontecerem, os exemplos são muitos.

Vejam esses 2 casos bastante parecidos, um deles daqui da Bahia inclusive:

http://jorgeyared.blogspot.com/2011/04/motociclista-azarado-morre-atropelado.html
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/corpos-de-mae-e-filha-que-morreram-em-acidente-na-br-101-sao-encaminhados-para-minas-gerais/

Qual a probabilidade de uma pessoa logo depois de escapar com vida de um acidente de trânsito, menos de meia hora depois sofrer outro e morrer? E qual a probabilidade de existir vários casos assim? Esses casos mais parecem com aquele filme Premonição. Acreditar na aleatoriedade desses fatos é o mesmo que acreditar que eu posso jogar um dado 30 vezes pra cima e cair todas as vezes em um mesmo número.

Falando em casos famosos, o mais badalado foi o dos Mamonas Assassinas, que nem preciso descrever.

Quem assiste futebol também costuma perceber esse tipo de coisa, às vezes tem aquele dia que nada dá certo para seu time, joga melhor a partida inteira, coloca 3 bolas na trave, ai o adversário vai e faz um gol de sorte.

Na verdade nem precisa analisar fatos externos, basta cada um observar sua própria vida e perceberá que em algum momento dela pareceu que havia algo conduzindo os fatos, algo inexplicável lhe “forçando” a ir para a algum lugar, ou para ficar com determinada pessoa, etc. Isso não é só coisa de cinema, ocorre também na vida real, tipo ... o sujeito fica com uma pessoa em uma festa, 3 dias depois encontra essa pessoa no ônibus e depois daí começam a namorar e se casam (Oh que lindo!). Esse tipo de coisa todo mundo conhece pelo menos uns 2 ou 3 casos.

Destino existe, só não enxerga quem não quer!

É isso, se leu clique em uma das reações, e quem tiver um caso a relatar, fique à vontade.

domingo, 5 de junho de 2011

Conhecimento Por Que? Para que? Para Quem?


De que serve a filosofia, a sociologia, a história? Quem é estudante dessas áreas corriqueiramente é questionado com essas perguntas. Tem gente que acha que o único conhecimento necessário é aquele que pode ser útil para o mundo concreto, prático. O mundo do pensamento, da pura reflexão não serve pra nada.

Baseado nessa perspectiva, até mesmo alguns profissionais dessas áreas ficam buscando justificativas utilitaristas para a existência dessas ciências, o que só demonstra sua incompreensão sobre área de conhecimento em que atua. Eu já escutei bizarrices de profissionais com currículo invejável a esse respeito, como: “É claro que existe utilidade para as ciências sociais, conhecer diversas culturas pode reduzir custos transacionais em relações dentre países!” É triste escutar isso de quem é referência para muitos. Ciências Sociais, como outras áreas do conhecimento, não precisa apresentar justificativa para sua própria existência, o requerimento dessa justificativa é uma perspectiva utilitarista de conhecimento e de educação, e é TAMBÉM por conta dessa perspectiva que as pessoas cada vez mais estão desaprendendo a pensar e aprendendo cada vez mais a executar, pra observar isso basta analisar as reformas curriculares que estão ocorrendo em alguns cursos como economia. Isso pode ser observado nas mais diversas áreas, dificilmente se encontra um médico que questiona os métodos que aprendeu por exemplo. Os cientistas estão cada vez mais lendo manuais e deixando de ler as obras. Na economia o conhecimento filosófico da ciência (economia política) está cada vez mais sendo enxugado dos currículos, o resultado disso são profissionais cada vez mais competentes para executar e incompetentes pra pensar.

Esse processo tem uma causa principal, o modo de produção capitalista, que faz com que todo conhecimento entre em convergência com o mercado, daí a justificativa prática (quase sempre econômica) para o conhecimento. Ou seja, o conhecimento por si só não serve, o que serve é o conhecimento que cria uma mercadoria ou um serviço.

Independente de aplicação, o conhecimento é importante, seja ele qual for. O conhecimento do “ser”, da sociedade, pode não ter relevância econômica, mas é importante para o ser humano. Aliás, lembrar que o ser humano é importante é bastante pertinente, principalmente nesse mundo onde as “coisas” se tornaram o centro das relações (só para citar o velho barbudo tão esculachado pelo povo que não aprendeu a pensar).

Em relação à medicina, abaixo vai um link de uma entrevista com um dos (poucos) médicos que aprendeu a pensar. Concordando ou não com seu polêmico livro, não dá para dizer que ele é somente um leitor dos manuais da faculdade.

http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_313515.shtml

Se leu é sempre importante que deixe seu comentário.

sábado, 28 de maio de 2011

Ao Vivo direto do estúdio!


Creio que a maioria saiba disso, mas para quem não sabe, os álbuns das bandas ou cantores com o título de “Ao Vivo” na verdade não são ao vivo, são álbuns gravados ao vivo mas modificados posteriormente.

Esse trabalho chama-se mixagem, que nada mais é do que o trabalho de ajuste do áudio, regular os volumes dos instrumentos, retirada de ruídos, equalização, etc. Na verdade se fosse somente isso seria bom, a questão é que hoje em dia as bandas estão transformando os álbuns ao vivo em verdadeiros álbuns de estúdio, usando programas de edição que corrigem desafinação do cantor por exemplo, sendo que algumas chegam ao extremo de regravarem as vozes em estúdio, isso é o cúmulo. Inclusive uma vez a banda Calcinha Preta em um programa de TV largou essa ao perguntarem sobre o DVD da banda: “O DVD está quase pronto, estamos apenas refazendo algumas vozes!”.

O trabalho de mixagem desses álbuns e DVDs é feito de uma forma que continue passando a impressão de ser ao vivo, para isso por exemplo é sempre deixado um teor de Reverb na voz acima do deixado em estúdio, dentre outras técnicas para passar essa impressão.

Acho isso um absurdo e totalmente sem noção, essas “formatações” são obviamente para tornar os álbuns mais “vendáveis”, e também esconder as falhas dos músicos. Em estúdio tudo bem fazer isso, gravação em estúdio tem outro caráter, é uma produção onde a banda tem a liberdade de oferecer algo que ao vivo ela não precisa necessariamente oferecer. Por exemplo, uma banda pode contratar uma orquestra para gravar algumas músicas do CD, mas não poderá levar essa orquestra para a turnê, isso é muito observado em bandas como Angra, que costuma usar sempre som de orquestra no álbum em estúdio. Álbum em estúdio é como se fosse um filme, e álbum ao vivo como se fosse uma peça teatral, filme todo mundo sabe que é editado, mas tem graça ver uma peça editada?

Sou a favor de mudar isso, pra mim álbum ao vivo só deve passar pela regulagem dos volumes, e nada mais. Regular os volumes é imprescindível porque corre-se o risco de o som da platéia cobrir a banda, ou algum instrumento cobrir o outro, mas fazendo somente isso o álbum seria verdadeiramente ao vivo, e não de nome somente. Outra coisa também é acabar com as repetições no palco, os artistas erram na gravação do DVD e refazem a música novamente, creio que álbum ao vivo deve tentar passar a mesma impressão que o público teve no Show, e não camuflar erros.

Acho que os artistas competentes deveriam começar a lançar ao vivo de verdade, e isso teria um valor simbólico, não seria um ao vivo simples, seria um ao vivo sem mixagem, o fã compraria sabendo dessa diferença, seria como uma marca, um selo. Só os bons poderiam fazer isso, portanto seria um diferencial, creio ser uma boa idéia.

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sábado, 21 de maio de 2011

Origem da Sexualidade


Porque uns gostam de pessoas do mesmo sexo e outros de pessoas do sexo oposto? Essa é uma questão polêmica e motivo até de discussões quentes, já que a homofobia ainda não é crime.

Em relação a isso existem 5 explicações para o fenômeno, ainda que algumas nem mereçam o título de “explicação”, então eu diria que são 5 definições.

1 - “Homossexualismo é descaração (ou perversão)” É uma afirmação muito comum entre os evangélicos, principalmente os evangélicos mais radicais, e como todo radicalismo é burro, essa é uma clássica demonstração de sua burrice. Seria como acreditar que os homossexuais tem como perspectiva exclusiva transgredir os valores, ou somente aparecer. Nem vou me prolongar quanto a isso de tão ridículo que é, e o pior é que essas pessoas tem cérebro.

2 - “Opção sexual” Coloco quem pensa assim em pé de igualdade com o pessoal que citei acima. Acreditar que um belo dia a pessoa decide ser gay é uma verdadeira piada, a não ser um louco masoquista que sente prazer em ser discriminado.



3 - “Orientação sexual é cultural” Seriam as pessoas que acreditam que a sexualidade é formada pela história individual da pessoa. Acho isso no mínimo louco, para desenvolver um caractere que não é padrão simplesmente através do contexto, é necessário um fato ou fatos relevantes que levem a isso. Ou seja, a pessoa ser abusada sexualmente por exemplo. Se não há fatos marcantes nesse sentido pra mim essa explicação não faz sentido. E outra, quem defende essa teoria precisa explicar o fenômeno, somente dizer “é cultural” não tem valor nenhum sem uma explicação sociológica. Isso também engloba os que acham que sexualidade é fruto da criação.

4 - “Orientação sexual é carmica” Talvez seja a explicação mais polêmica, a maioria discorda, mas ninguém pode dizer que é incoerente. É a explicação espiritualista, que concebe o heterossexualismo como algo natural do ser humano, e a homossexualidade como antinatural. Para os espiritualistas a orientação gay é fruto de um carma, ou seja, ações de vidas passadas que são resgatadas na vida atual. Nesse sentido, gays são pessoas que em vidas passadas pecaram através do sexo ou por motivos sexuais, pessoas que discriminaram gays, estupradores, etc, etc. O resgate seria justamente o sofrimento da discriminação social e não aceitação de si mesmo. É importante ressaltar que o homossexualismo não é a única forma de resgate dessas ações.

5 - “Orientação sexual inata” É uma explicação que faz muito sentido, é acreditar que a pessoa nasce com uma preferência sexual, e isso não precisa necessariamente ter uma explicação biológica. Existem coisas inatas que não podem ser explicadas biologicamente, Ronaldo tem uma habilidade com os pés que eu não tenho, isso não é explicado biologicamente (pelo menos até hoje), mas é inato.

Bem, pelo que escrevi deu para perceber qual perspectiva das 5 eu compactuo não é? Defenda sua visão, ainda que seja umas das que esculhambei no texto ... rsrsr ... ou clique em uma das reações somente.

sábado, 14 de maio de 2011

Padrão de beleza existe?


Achar alguém bonito é algo derivado de uma cultura, ou de nossos instintos?

Frequentemente se ouve falar que nosso padrão de beleza é um padrão europeu, que as pessoas brancas são consideradas mais bonitas no geral por uma questão de dominação cultural, que é fruto também de uma dominação econômica. Nesse sentido é que surgiu a concepção de que todas as raças são igualmente bonitas, e na opinião das pessoas essa homogeneidade não existe por questões culturais, onde a “concepção” dissimulada ou inconsciente de raças ou culturas mais evoluídas interferiria nas concepções de beleza.

Acho muito radicalismo simplesmente dizer que beleza é cultural e pronto, e acho ingenuidade achar que as questões culturais não interferem. Nós seres-humanos também somos constituídos por instintos, e como tal estabelecemos preferências sexuais independente de questões culturais. Ninguém acha bonito alguém de testa exagerada, ou com dentes tortos, dentre outras tantas formas de apresentar um caractere feio. Se eu posso estabelecer preferências dentre indivíduos de uma mesma raça, porque não posso estabelecer preferência dentre raças?

Eu particularmente (como diria Romário) tenho uma admiração pelos traços indígenas e orientais, eu não fui condicionado a isso, a beleza oriental e indígena não é o hegemônico na mídia, de forma alguma, mas é um gosto particular que possuo. Então vamos ter cuidado ao definir padrão de beleza, e também julgar o gosto das pessoas como sendo discriminatório ou não. Gostar do que é “excêntrico” é normal, mas gostar do que é “padrão” é alienação ou discriminação? Muita calma nessa hora!

Acredito que o padrão de beleza existe e ao mesmo tempo não existe, se tudo fosse condicionado por esse padrão não existiria filme pornô com pessoas gordas, os gostos fora dos padrões estão ai, homens que gostam de mulheres gordas, ou muito magras, mulheres que gostam de homens carecas, e por ai vai. Outra questão é: Até que ponto a cultura forma os padrões e até que ponto os padrões formam a cultura? O mundo da moda tenta há muito tempo “impor” através dos meios de comunicação (principalmente revistas) um padrão que não colou, que é a mulher muito magra. Até que ponto os padrões são digeridos? E de que forma que esses padrões são formados? Como acontece a comunicação entre o que é “imposto” culturalmente e o que é preferido biologicamente? Creio ser uma boa reflexão.

É bom lembrar que a afirmação “Isso é cultural” não tem valor nenhum se você não consegue explicar porque é cultural.

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domingo, 1 de maio de 2011

Inglês ... a língua musical!


Inglês é uma língua mais musical que o português!!!

“Você é um americanizado, alienado da Globo!” (pseudo-intelectual sobre a afirmação)

Para muitos fazer uma afirmação desse tipo realmente seria fruto de uma alienação à cultura norte-americana, mas quero mostrar que não tem nada a ver.

Inglês é uma língua extremamente musical, e mais musical que o português, isso devido a questões fonéticas. Vamos à questão!

O principal fator que leva a esse raciocínio é a divisão silábica da língua inglesa, sendo que a quantidade de monossílabas é muito maior do que no português, além disso, no geral a quantidade de sílabas menor. Abaixo estão alguns exemplos para efeito de ilustração:

Monossílabas:

beer / cer-ve-ja
book / li-vro
car / car-ro
dream / so-nho
house / ca-sa
milk / lei-te
speak / fa-lar
trip / vi-a-gem
white / bran-co

Outras:

gram-mar / gra-má-ti-ca
mo-dern / mo-der-no
na-ture / na-tu-re-za
te-le-phone / te-le-fo-ne
com-pu-ter / com-pu-ta-dor
air-plane / a-vi-ão
psy-cho-lo-gy / psi-co-lo-gi-a

Em frases esse fenômeno tende a ficar mais evidente:

Let's-work (2 sílabas) / Va-mos-tra-ba-lhar (5 sílabas)
I-like-be-er (4 sílabas) / Eu-gos-to-de-cer-ve-ja (7 sílabas)
How-old-are you? (4 sílabas) / Quan-tos-a-nos-vo-cê-tem? (7 sílabas)
Did-you-watch-that-mo-vie? (6 sílabas) / Vo-cê-as-sis-tiu-à-que-le-fil-me? (10 sílabas)

Nesse sentido, não há dúvidas de que é muito mais fácil encaixar uma frase em inglês em uma melodia, do que encaixar uma frase em português. Não somente pelo tamanho das palavras, mas também pela articulação das mesmas, que pela estrutura contém um menor número de pausas na pronúncia.

Outra questão são as possibilidades de contrações. A língua inglesa abre uma infinidade de possibilidades desse tipo, de modo que ao compor o indivíduo tem certa liberdade em escolher o tamanho da frase que ele quer. Ex:

I have / I’ve
I Will / I’ll
I am / I’m
We are / We’re
I would / I’d

Sendo assim, se a frase ficar grande e não encaixar na melodia, pode-se tentar reduzir ela se existirem possibilidades de contrações, e isso sem mudar em nada a leitura da frase.

A língua inglesa então apresenta uma “plasticidade” grande, bem maior em relação ao português, algo que a torna uma língua mais musical. Em relação a outras línguas como Japonês e Francês eu não saberia dizer com precisão, mas acredito que é difícil uma língua ser mais musical que o inglês. Isso pode desagradar alguns bairristas fanáticos, mas estou tratando de termos técnicos, e não de questões culturais.

Os exemplos foram retirados do seguinte site: http://www.sk.com.br/sk-pron.html

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domingo, 24 de abril de 2011

Os astros medíocres da música!


Quem são nossos verdadeiros astros da música? Muita gente discorda de mim em relação ao argumento que vou utilizar, até me chamam de chato ... está bem, eu reconheço que sou pouco chato às vezes, mas em grande medida é porque costumo analisar as coisas de forma racional, quase sempre. E o ponto em questão é que eu não dou muito valor a músicos que não produzem música.

Quando digo isso já espero logo aquela frase que é quase um jargão “Ah .. mas existe o compositor e o cantor, eles se completam”. Primeiramente é bom deixar claro que essa separação é algo muito mais presente nas músicas mais voltadas para o mercado massificado, por exemplo, no Axé music isso é muito evidente, de modo que os artistas estabelecem parcerias com compositores. Em estilos que possuem público mais direcionado, como no rock, isso ocorre pouco, o que é hegemônico são as bandas produzirem suas próprias músicas. Portanto essa separação compositor/cantor (ou banda) é algo que de forma alguma precisa existir.

Eu fico observando as pessoas tratarem músicos como ícones, ou fenômenos, sem analisar racionalmente o que essa pessoa representa para a música, o que ela de fato contribui para a música. Para quem é fã pode parecer absurdo, mas Maria Rita é só uma bela voz, mais nada. Ela está muito longe de ser o novo fenômeno da MPB. “Ah, mas ela canta muito bem!”. Canta, concordo, é uma linda voz, mas lindas vozes eu abro o you tube e vejo aos montes, eu vou no festival Vozes da Terra e encontro até melhores que ela. Então Maria Rita não passa de mais uma, o diferencial foi o fato de ser filha de uma ícone da MPB, e por conta disso as portas se abriram muito mais facilmente. O mesmo vale para Sandy & Júnior, Luan Santana (esse inclusive a voz é bem normalzinha), boa parte das bandas de Axé, e por ai vai.

Nesse sentido, isso não é um questão de gosto, eu não suporto Zezé di Camargo, pra mim ele canta como um bode com fome, mas não dá pra comparar ele com Luan Santana, Zezé é um artista que se fez, ele estourou com uma música dele (um pé no saco a música, mas enfim .. ), Luan Santana é um artista fabricado, tem talento? Tem! É afinado, tem carisma .... mas não se faz como artista, depende dos outros, depende de toda uma estrutura por trás dele, se tirar tudo que está por trás dele não sobra quase nada.

A não ser que se trate de um cantor ou instrumentista com execução fenomenal, como Fred Mercury ou Ney Matogrosso, quem não tem seu sucesso pautado em suas produções deve ser tratado como merece, ou seja, como mais um.

É claro que a indústria fonográfica também transforma produções ruins em sucessos, mas não vou entrar nesse mérito, quero tratar somente da questão dos artistas que não produzem e que muitas vezes são referenciados como grandes artistas, ou fenômenos.

Não estou falando para dispensar os artistas que faço referência no texto, gosto de Maria Rita por exemplo, acho inclusive que muitas músicas de outros artistas ficaram melhores na interpretação dela, é somente uma questão de bom senso, não posso chamar de fenômeno alguém que não tem nada de especial.

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