
Acontece que a fé e a religião pedem uma análise para além da sociologia e da história (que são análises externas). Analisar a religião externamente é contextualizá-la e perceber todos os condicionantes culturais, políticos e econômicos envolvidos no desenvolvimento da mesma. Isso é bastante importante, mas é limitado. Religião está diretamente ligada a questões místicas, impalpáveis, portanto, ligada a uma vivência bastante particular, que somente quem faz parte pode apreender por inteiro. Um ateu não sabe o que é se sentir melhor ao entrar em uma igreja; não sabe como é obter uma cura sem explicações médicas; não sabe como é pedir algo a uma suposta energia (Deus) e aquilo chegar até a pessoa inexplicavelmente. A vivência religiosa é exclusiva de quem participa, não podendo jamais ser apreendida por um agente externo. Portanto, um ateu nunca será capaz de compreender a religião e a fé em sua plenitude, sua opinião será sempre a de um observador, com uma luneta na mão.
Analisar a religião requer um esforço dialético, apreender a mesma tanto internamente quanto externamente. Quem está envolvido precisa se fazer de observador às vezes, e vice versa. Só que há um problema, seria muito difícil um ateu ter uma visão interna. Ir a um culto e observar com o olhar “estranho” é o mesmo que não estar lá. Nesse sentido, é inevitável a conclusão inexorável de que somente um religioso é capaz de apreender a fé e a religião em sua plenitude. Mas poucos conseguem. São poucos os que conseguem “cortar na própria carne”, usar uma luneta e se colocar no papel do observador. Mas isso é possível.
O recado que deixo é: jamais se sinta menos sábio ou fraco por ser religioso, ainda que você perca feio numa discussão com um ateu. Saiba que você é o “soldado” e ele é o cara que lê sobre “guerra”. Ou seja, ele pode ter mais informações, mas só você sabe de verdade o que é uma “guerra”.
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