domingo, 30 de dezembro de 2012

Os protegidos do além

Quantas coisas você já fez na infância que hoje você não faria nem a pau? Quantas dessas coisas você se surpreende por ter sobrevivido?

Os ateus vão pirar, mas criança parece que tem um campo de força que a protege. A mulecada faz o diabo e volta pra casa sã e salva, 365 vezes no ano. Cada um tem suas histórias para contar, e eu tenho a minha também. Durante cerca de 4 anos, quando eu era criança, jogávamos bola (junto com o povo do bairro) dentro de uma fonte luminosa sem água. Era uma espécie de piscina rasa sem água no meio da praça, jogávamos no azulejo (cheio de buracos) sem um pingo de preocupação. Qual a probabilidade e alguém bater a cabeça na quina da fonte? Olhando, alguém que fosse questionado com certeza diria que era um alto risco, sobretudo quando chovia. Agora me pergunte se alguma vez nesses 4 anos alguém bateu a cabeça na quina da fonte luminosa. NINGUÉM! E nós não deixávamos de jogar quando chovia.

Todo mundo tem histórias inusitadas a esse respeito, sobretudo homens, o que me faz supor que criança deve ter um guardião, uma força, espírito, anjo, sei lá, qualquer coisa sobrenatural que compense sua falta de maturidade. Eu não deixaria um filho meu fazer metade das coisas que eu fiz, mas eu fiz e estou vivo ... hehe.

Talvez esse tipo de coisa esteja se perdendo, o máximo de risco que as crianças dessa geração correm é levar um tiro no Call of Duty. Mas nada pode ser feito a esse respeito, as coisas simplesmente mudam, o que nos resta é o sentimento saudosista de lembrar e dizer aos mais jovens: “Minha infância teve isso e isso!”

Se você fazia maluquice também na infância, conte sua história. Existem mais coisas entre o céu e a terra do que imaginamos.

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