terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Liberdade sexual

Liberdade sexual é um tema que está em pauta desde que me entendo por gente. Porém, nos últimos anos, com o advento da internet e, por sua vez, dos pensamentos enlatados, o debate se intensificou. O problema é que esse debate tem sido conduzido pelas feministas, que para não perderem o costume, transformaram também esse tema em um maniqueísmo compulsivo.

A discussão é sempre tratada como se o homem tivesse liberdade sexual e a mulher não. Isso nunca foi verdade.

Em outros textos eu mencionei que tudo que é cobrado da mulher é inversamente cobrado do homem. Quando o assunto é liberdade sexual, esse princípio também se aplica.

Liberdade sexual não é SOMENTE o direito de transar à vontade sem ser julgado. É também o direito de não transar sem ser julgado. Ora, todos sabemos que o homem precisa fazer sexo para se firmar como macho. 18 anos e virgem ainda? Coitado, vai precisar esconder isso.

A quantidade de mulheres que o homem já pegou é uma espécie de capital simbólico que ele possui. Não dá para imaginar um homem pegar 10 mulheres bonitas e não dizer isso a ninguém. Acho que ele iria bugar, ou implodir.

Liberdade sexual significa que transar com 10 pessoas ou com nenhuma, não traz nenhum efeito social. Mas isso não acontece nem com o homem nem com a mulher. A diferença é que a cobrança é inversa.

Um homem solteiro não tem a liberdade de recusar uma mulher bonita. Se isso acontecer, existem 2 adjetivos para ele: Viado ou fraco. Ela quis dar e você não comeu? Hiiii .... tem algo estranho ai. Casar virgem? Não conte isso a seus amigos.

Essa cobrança parte somente dos homens? Não! O pegador é muito bem visto pela mulherada. O histórico do cara agrega valor. Se isso não fosse verdade, os homens não teriam nenhum constrangimento de falar para uma mulher que é virgem.

E se a garota resolver “se entregar” (bem novelesco isso) ao namorado e ele disser: “Não estou preparado ainda”? Putz ... some cara, de preferência  do país! Isso foi bem retratado em uma novela da Globo, em que a personagem que fazia papel de virgem (sim, a função dela na novela era ser virgem), resolveu dar para o namorado e ele não quis porque estava perturbado por um problema pessoal. Ela se sentiu altamente constrangida e ofendida. Por quê? Porque o homem tem de estar pronto para comer, sempre. Em uma relação, quem decide a hora de transar é a mulher, porque o homem obviamente está pronto a qualquer momento, certo? O homem é uma máquina de sexo ambulante.

A mulher pode até dar em cima de um cara, mas se ele recusar pelo simples motivo de: “não sinto vontade” (poucos sabem, mas isso é possível também com nós machos), provavelmente ela não olhará nunca mais na cara dele. Mulher rejeitada normalmente se sente bastante constrangida. O homem que rejeitou também.

Quando uma mulher é rejeitada, as explicações que passam pela cabeça dela são as seguintes: “Ele é gay”; “É metido, não fica comigo por questão de status ou dinheiro”; “Deve ser comprometido”; “Eu sou feia para ele”; “Eu sou um lixo, buáááá”; “Ele está com algum problema pessoal”; “Ele é muito travado, precisa se soltar mais”. Já passou pela sua cabeça que existe a possibilidade dele simplesmente não estar a fim? Só quem tem esse direito é mulher?

Falei alguma mentira?

Espero que depois desse texto parem de encarar a questão da liberdade sexual como um sistema em que o homem oprime a mulher. O machismo é uma divisão de papéis de gênero. O homem também não escolhe, a sociedade o obriga a assumir o papel de macho que todos esperam que ele exerça.


Para finalizar, preciso reafirmar o obvio, porque para maus entendedores isso não está implícito no texto. Os comportamentos descritos não refletem o comportamento de 100% da população, ok?

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